Eu fiz história

DOMINGO, 25 DE AGOSTO DE 2013

Aroldo, goleiro de Comercial e Caiçara. Lembram dele?

Quem tiver a oportunidade de manter contato com algum trabalhador da Província Petrolífera do Rio Urucu, no Amazonas, e perguntar se ali tem algum ex-atleta profissional, rapidamente vai chegar ao paradeiro de um ex-goleiro do futebol piauiense. Trata-se de Aroldo, titular da meta do Comercial e do Caiçara no final dos anos oitenta.

Aos 55 anos (nasceu a 03/05/1958), José Aroldo Pereira Gomes fixou residência em Manaus, capital amazonense, onde trabalha numa empresa prestadora de serviços para a Petrobrás. Mas continua dentro do futebol, pois dirige uma escolinha de futebol do seu bairro, ensinando os segredos da profissão que abraçou ainda garoto, em Teresina, incentivado pelo técnico Machado, das categorias de base do Auto Esporte.

Aroldo não teve vida longa como atleta profissional. Sua trajetória no mundo da bola pode ser contada através de inúmeros torneios intermunicipais, onde chegou a atuar pelas seleções de Piripiri, Altos, Regeneração, Luzilândia, Capitão de Campos, Brejo de Anapurus e Coelho Neto, as duas últimas do interior maranhense.

Aroldo e a garotada da escolinha que fundou para ensinar os segredos da bola.
Somente em fevereiro de 1987, já com 27 anos de idade, é que assinou seu primeiro contrato como profissional, levado para o Comercial pelo saudoso técnico Antônio das Neves, que o viu jogando pela Seleção de Capitão de Campos. No Bodão da terra das carnaúbas, Aroldo fez grandes exibições, transferindo-se depois para o rival Caiçara.

Na meta do Caiçara, para onde foi depois de ter jogado no rival Comercial, em fins da década de oitenta.
Inconsequente, a ponto de ser visto como atleta indisciplinado, ele não teve maiores oportunidades para alçar vôos mais altos. E encerrou a carreira de atleta profissional na equipe manauara do Libermorro. Para a garotada de 8 a 17 anos, da Escolinha que ele mesmo fundou, que o tem como orientador, ele procura ensinar o lado bom e profissional do futebol.

Hoje residindo em Manaus, Aroldo ainda mostra seu futebol como go9leiro na categoria masters.
Inclusive pelo fato de ter dois filhos na mesma trajetória da bola (um é goleiro, o outro lateral). Aroldo sabe o quanto é importante passar para os mais novos o lado positivo que possa refletir num futuro brilhante. Quanto a suas qualidades debaixo dos três paus, continua o mesmo, mas agora na categoria masters, onde joga sempre que o tempo lhe dá essa disponibilidade.



SEXTA-FEIRA, 26 DE JULHO DE 2013

Já estava 11 a 1, mas faltava o gol de Lacrau

Lacrau, já aposentado: lembranças de uma goleada histórica.
Final de tarde (quase noite) de domingo, 20 de novembro de 1960, gramado do Estádio Municipal Lindolfo Monteiro, em Teresina. Já eram decorridos 39 minutos do 2° tempo e o Auto Esporte goleava o Santa Cruz, pelo Campeonato Piauiense, pelo elástico placar de 11 a 1. Parecia tudo consumado, mas ainda faltava o gol de Lacrau, habilidoso atacante do time alviverde, hoje um aposentado que guarda boas histórias do futebol do passado.

Mas voltando a 1960, de fato, faltava o gol de Lacrau. Embora jogando no ataque, e com o placar já registrando 11 gols em favor do Auto Esporte, Lacrau não tinha marcado o seu. Aos 40 minutos, porém, a bola sobrou para o chute certeiro, sem chances para o já cansado (de ir buscar bola na rede) goleiro adversário. Agora sim, não estava faltando mais nada. Auto Esporte 12 a 1 e Lacrau também colocava seu nome entre os artilheiros do jogo - uma das maiores goleadas da história do Campeonato Piauiense.

Perereca e Lacrau: no Auto Esporte do início da década de 60.
Mais de 50 anos depois, Antônio Pereira do Nascimento, o Lacrau, relembra esta e muitas outras histórias de seus tempos de atleta do Auto Esporte, seu único clube, onde atuou entre 1958 e 1963. Atualmente, aos 72 anos (Teresina - PI, 16/12/1940), Lacrau está aposentado. Não teve vida longa no futebol porque a própria família não queria. Família, diga-se de passagem, que mais tarde daria um grande ídolo para o futebol - Pila, seu primo.

No Conjunto Dirceu Arcoverde, zona sudeste da capital piauiense, Lacrau mantém-se lúcido, saudável, e saudoso de alguns boas lembranças. Como as do jogo contra o Santa Cruz, que entrou tanto para a sua história quanto para a do próprio futebol piauiense.

A FICHA TÉCNICA DA GOLEADA

AUTO ESPORTE 12x1 SANTA CRUZ (Campeonato Piauiense - Primeira Fase); Data: 20 de novembro de 1960 (domingo à tarde); Local: Estádio  Lindolfo Monteiro (Teresina). Arbitragem:  Abdala Jorge Cury.

Renda: Cr$ 3.720,00

Gols: Capote 6, Jurandir 12, Bicudo 15, Antonio (contra) 18 e Capote 35 e 40 do 1º tempo; Jurandir 3, Xavier 10, José 18, Babau (pênalti) 21, Xavier 28, Bicudo 35 e Lacrau 40 do 2º.

Auto Esporte – Bibio; Bena e Babau; Vasconcelos, Delmiro e Gasolina; Capote, Jurandir, Xavier, Lacrau e Bicudo.

Santa Cruz – Castilho; Julio e Manelinho; Guilherme, Antonio e Biné; José, Antonio José, Dadir, Arimathéia e Galinha.


SEXTA-FEIRA, 22 DE MARÇO DE 2013

Rodrigues Filho: poucos foram tão bons quanto ele

Campeão piauiense em 1970/71, 1984, 1986/87 e 88.
O campeão da Taça Cidade de Teresina (que compreende os jogos da 8ª à 14ª rodadas do Campeonato Piauiense) receberá o troféu que leva o nome de Rodrigues Filho, ex-presidente do Flamengo. Quase dez anos depois do seu falecimento, uma homenagem justa da Federação de Futebol do Piaui a um dos grandes dirigentes que o futebol piauiense já teve.

Durante boa parte da minha adolescência, ouvi falar no nome do dirigente Rodrigues Filho do Flamengo. Quando iniciei meus primeiros passos na crônica esportiva, ele já havia se retirado do futebol. Tornara-se vereador da capital piauiense e dedicava a maior parte do seu tempo à política partidária. Muitos anos depois, porém, ele retornou. E eu pude conhece-lo de perto.

Corria o ano de 1984 e o Esporte Clube Flamengo buscava alternativas para fugir de uma crise que comprometia o sucesso do clube, principalmente dentro das quatro linhas. Campeão em 1979, o Rubrfo-Negro já estava incomodado com o jejum de títulos (80/81/82 e 83). Foi quando surgiu a dupla Avelino Neiva-Rodrigues Filho. 

Neste Flamengo de 1985, Rodrigues Filho é o penúltimo, em pé, entre Bilé e o goleiro Cesar.
João Rodrigues de Azevedo Filho (Teresina - PI, 08/04/1928 - 01/09/2003) voltou ao futebol profissional, a frequentar a Federação, os estádios e o seu Flamengo. Como no seu tempo, quando ganhou o bicampeonato de 1970/71, o Rubro-Negro tornou a ser campeão e levou para a sua galeria os títulos de 1984, 1986/87 e 88. 

Rodrigues e o "companheiro Avelino" - como ele gostava de se referir ao presidente - deram, de volta ao Flamengo, a tonalidade das cores vermelha e preta. Mas ele fez muito mais. Foi grande no rádio, na Câmara Municipal, na Sudene, na Fagep. Enfim, onde pode mostrar um pouco do seu trabalho. Gostava da sua conversa, das suas lições. Tenho muitas saudades dele.




QUARTA-FEIRA, 20 DE FEVEREIRO DE 2013

Nunes: em três anos de River, três faixas de campeão

No último jogo como profissional, Nunes (o 3° em pé) saiu de campo comemorando mais um título.
Disputar três campeonatos estaduais e ganhar todos eles, convenhamos, no mínimo, é um aproveitamento de causar inveja a muito profissional da bola. Poucos tiveram essa primazia no futebol piauiense. Mas o pernambucano Nunes, que brilhou no meio de campo do River na segunda metade da década de 1970, pode se orgulhar deste feito.

Contratado em 1975 para defender o time tricolor, Nunes foi campeão piauiense na mesma temporada, quando o título estadual foi dividido entre River e Tiradentes. No ano seguinte, o Galo pediu afastamento do campeonato, mas quando voltou, em 77, Nunes também retornou e foi peça importante na campanha do bicampeonato de 1977/78. Sua melhor temporada foi em 1977 quando, inclusive, foi incluído na seleção dos melhores da competição. 

O último jogo de Nunes como profissional também foi em Teresina – a partida final do Campeonato Piauiense de 1978, disputa em janeiro de 79. Naquela ocasião, o River também venceu e conquistou o bicampeonato – o terceiro título de Nunes em três campeonatos disputados no Piauí, fato que faz, dele, um dos poucos atletas profissionais a obter 100% de aproveitamento na disputa de títulos no futebol piauiense.

Depois que deixou os gramados profissionalmente, Nunes trabalhou como vendedor da fábrica Quijos Regina, durante 20 anos, na filial em Recife, sendo transferido mais tarde para João Pessoa. De 2002 a 2004, foi professor da Escolinha do Flamengo do Rio, núcleo de João Pessoa. De 2004 a 2008, treinou o time profissional do Auto Esporte, de João Pessoa.

Hoje, aos 63 anos (Itambé-PE, 03/04/1949), Gerásio Nunes de Lira está aposentado, mas recebeu convite para ser instrutor de uma escolinha de futebol mantida pela prefeitura de sua cidade.

Quando fala sobre o seu passado como atleta profissional, não esconde que o jogo inesquecível de sua carreira é a decisão do Campeonato Piauiense de 1977, quando o River venceu o Flamengo, de virada, por 3 a 2, com o título decidido na prorrogação.

CLUBES EM QUE ATUOU

Clube Náutico Capibaribe (Recife – PE)
ABC Futebol Clube (Natal – RN)
América Futebol Clube (Natal – RN)
América Futebol Clube (Recife – PE)
Clube Ferroviário do Recife (Recife – PE)
River Atlético Clube (Teresina – PI)
Moto Clube (São Luis – MA)

PRINCIPAIS TÍTULOS

Campeonato Potiguar e da Taça Cidade de Natal 1971 (ABC)
Taça Almir 1973 (América) de Natal)
Campeonato Piauiense de 1975, 1977 e 1978 (todos pelo River)

ALGUNS JOGOS MARCANTES

08/06/1975 – River 2x3 Flamengo – Nunes estréia com a camisa do River.

22/06/1975 – River 3x2 Parnahyba – Nunes marca seus dois primeiros gols com a camisa tricolor.

09/07/1977 – River 3x2 Flamengo – No tempo normal, o clássico terminou 1x1. Na prorrogação, o Flamengo fez 2 a 1, mas o River virou para 3 a 2 com dois gols de Nunes, sagrando-se campeão do 3° turno.

02/10/1977 – River 3x2 Flamengo – O River é campeão piauiense e Nunes conquista seu segundo título pelo Tricolor.

28/01/1979 – River 2x1 Piauí – River bicampeão piauiense e Nunes campeão pela terceira vez. Foi o último jogo dele como atleta profissional.




 TERÇA-FEIRA, 12 DE FEVEREIRO DE 2013

Gringo: como atleta ou técnico, quase sempre campeão

Antônio de Lima: privilegiado, pode falar sobre inúmeras conquistas, como atleta e treinadodr.
Poucos profissionais que passaram pelo futebol piauiense foram tão vitoriosos quanto o ex-atleta e ex-treinador Antônio de Lima, o Gringo. Depois de ter trabalhado por quase 40 anos dentro do nosso futebol, ele hoje divide seu tempo entre o Ginásio Verdão, onde é lotado como servidor da Fundespi, e a família.

Dono de uma memória prodigiosa, ele lembra de que forma chegou na capital piauiense, onde iria ficar por três meses e já está há 47 anos. "Jogava no Gentilândia, pequeno clube do futebol cearense, mas sempre era destaque a cada rodada. O técnico do Flamengo, aqui em Teresina, era o Vicente Trajano, cearense, que sabia do meu potencial e me indicou para a diretoria do clube. Vim por empréstimo, para ficar apenas 3 meses. Estou até hoje".

E Gringo só não voltou por pura malandragem do já dirigente do Flamengo, Rodrigues Filho, que conseguiu que ele assinasse um contrato em branco e prendeu seu passde. O resto da história é bem mais conhecida. Gringo ganhou inúmeros títulos como atleta e depois tornou-se também um grande campeão como treinador.

Próximo de completar 68 anos (Fortaleza-CE, 21/02/1945), Antônio de Lima é o profissional do futebol que ganhou mais títulos no Piauí, somando-se todas as conquistas como atleta e técnico. Problemas cardíacos terminaram por força-lo a evitar as emoções que o futebol proporciona e hoje é apenas um contador de história. Menos mal que são histórias de conquistas, de um vencedor, que, como poucos, colecionou tantos títulos dentro e fora do campo.

CLUBES EM QUE ATUOU

Gentilândia-CE (1964 e 1965)
Esporte Clube Flamengo (Teresina - PI) - 1965 a 1973 - 1975 a 1979.
Sociedade Esportiva Tiradentes (Teresina - PI) - 1973 e 1974.
River Atlético Clube (Teresina - PI) - 1974. 

PRINCIPAIS TÍTULOS COMO ATLETA

Campeonato Piauiense da 1ª Divisão - 1965, 1970/71 (bi), 1976 e 1979.
Taça Estado do Piauí 1970
Torneio Internacional Dirceu Arcoverde 1978

PRINCIPAL TÍTULO COMO AUXILIAR TÉCNICO

Campeonato Piauiense da 1ª Divisão de 1984 (Flamengo)

Técnico do Flamengo, em 1988, por ocasião do tricampeonato, com o Albertão recebendo grande público.
PRINCIPAIS TÍTULOS COMO TREINADOR

Campeonato Piauiense de Juniores em 1985/86 (Flamengo), 1991 (Clube Atlético Ônix) e 1996 (River - Zé Barros era o técnico, mas Gringo foi quem dirigiu a equipe na partida final).
Campeonato Piauiense da 1ª Divisão em 1986/87/88 (Flamengo) e 1996 (River).

ALGUNS JOGOS MARCANTES

 26/09/1965 - Flamengo 1x0 Botafogo-PI - Estréia no futebol piauiense.

05/12/1965 - Flamengo 2x2 Botafogo-PI - Gringo marcou 1 gol, o primeiro com a camisa do Flamengo.

12/12/1965 - Flamengo 0x1 River - 1° jogo da final do Campeonato de 1965 - "o Flamengo perdeu, mas esse jogo marcou para sempre na minha carreira. O Vilmar era o grande ídolo do futebol no Piauí. Jogando de voltante, em certo momento do jogo, apliquei-lhe um lençol e a torcida do Flamengo quase vai à loucura. No segundo tempo, dei outro lençol no Vilmar. Foi uma consagração. Aquele jogo, dos dois lençois no Vilmar, foi minha afirmação no futebol piauiense, apesar da derrota".

15/12/1965 - Flamengo 2x1 River - O River estava conquistando o título  com o empate, até que Gringo marcou o gol da vitória, aos 45 do 2° tempó, forçando o terceiro jogo.

18/12/1965 - Flamengo 3x2 River - Flamengo campeão, com Gringo conquistando seu primeiro titulo no Piauí.

24/07/1966 - Flamengo 1x1 Sampaio Correa - Depois de vencer o time maranhense em Teresina, o Flamengo arranca a classificação para a terceira fase da Taça Brasil, dentro de São Luis.

13/12/1970 - Flamengo 3x1 Piauí - Gringo marca dois gols na primeira partida da decisão do campeonato, em que o time rubro-negro conquistaria o título no jogo seguinte.

 17/10/1971 - Flamengo 1x1 Sampaio Correa - Gringo marcou o gol da classificação, dentro de São Luis, para a segunda fase do Campeonato Brasileiro - Série B.

18/07/1976 - Flamengo 1x1 Parnahyba - Gringo marca o gol do título, empatando o jogo, cobrando penalti.







 TERÇA-FEIRA, 15 DE JANEIRO DE 2013

Tiquinho: o atacante que fez história com um jogo só

Uma das últimas fotos de Tiquinho, que faleceu em Fortaleza, aos 53 anos de idade.
Quando o River amargava sete anos sem ganhar o Campeonato Piauiense, no final da década de 1980, o então presidente Afrânio Nunes resolveu investir para dar fim ao incômodo jejum. Foi quando o atacanate Tiquinho, revelado pelo Botafogo do Rio em 1975 e ídolo no futebol do Ceará, aportou no Poleiro do Galo.

Raposa velha no futebol, Afrânio Nunes sabia como dar fim àquela estiagem, pois já havia passado pela mesma experiência, em 1973, quando o River completaria 10 anos sem ganhar título estadual e quebrou o tabu com a histórica conquista diante do Tiradentes. Em 89, era preciso evitar mais um ano sem taça.

E foi neste clima que Tiquinho chegou. Já havia feito história, também, no Ceará Sporting, onde marcara o gol do tetra de 1978. Sua estréia foi num clássico Rivengo, oportunidade em que o time rubro-negro abriu a contagem, aos 29 minutos, mas Tiquinho empatou aos 31. Estréia em Rivengo, com direito a gol, nem todos tiveram esse privilégio.

No intervalo, após a preleção de costume, quando o técnico Caçapava procurou Tiquinho, ele já estava com roupa de passeio. "Tiquinho, quem mandou voce trocar de roupa?", perguntou o técnico, espantado com o que via. "Entrei e já marquei meu gol. O que o senhor quer mais?", respondeu, irreverente, e deixou o vestiário, obrigando o treinador a improvisar uma substituição que não havia sido programada.


E foi só. Tiquinho esteve no departamento médico por alguns dias e terminou deixando o River com apenas um jogo disputado. Mas o suficiente para entrar na história do clube e do clássico Rivengo, com um jogo, uma vitória (o River venceu o Rivengo por 2 a 1) e o título de campeão piauiense daquele ano, conquistado já depois que ele estava de retorno á capital cearense.
 
Onofre Aluizio Batista, o Tiquinho, faleceu aos 53 anos de idade (Rio de Janeiro - RJ, 17/01/1956 - Fortaleza - CE, 14/06/2009), vitima de falência múltipla dos órgãos, em consequência de hepatite, cirrose e diabetes. Está sepultado em Fortaleza, onde foi um dos grandes ídolos do Ceará Sporting na segunda metade da década de 1970.

ONDE JOGOU NO FUTEBOL PIAUÍENSE

1989 - River Atlético Clube (Teresina).

PRINCIPAIS TÍTULOS

1989 - Campeão Piauiense da 1ª Divisão de Profissionais (pelo River).

ÚNICO JOGO

14/05/1989 - River 2x1 Flamengo - Tiquinho jogou apenas o 1° tempo, oportunidade em que marcou o gol de empate.


SÁBADO, 05 DE JANEIRO DE 2013

Você lembra do Panzilão, o artilheiro pé-de-cana?

Panzilão nos dias de hoje: "a matéria do Placar lhe foi prejudicial".
No Piauí, vive o fenômeno: é Panzilão, que, entre uma garrafa e a próxima, cansa de fazer gols e é ídolo da torcida. Primeiro, a ronda dos bares e cabarés. Depois, para variar, uma noite no xadrez. E é de lá que sai Panzilão para fazer seus gols e levar o Botafogo a muitas vitórias. Verdade ou não, foi assim que a Revista Placar iniciou a reportagem sobre o ex-atacante, com o sugestivo título "O Artilheiro Pé-de-cana", publicada em 1975.

Hoje, próximo de completar 64 anos de idade (Teresina-PI, 23/01/1949), Antônio Ferreira da Silva, o Panzilão, admite que o destaque a nível nacional não lhe toruixe nenhum benefício. "Exageraram na dose e isso terminou prejudicando minha carreira como atleta profissional". MEsmo assim, ele continuou jogando e marcando gols.

A matéria publicada na Revista Placar, tornou Panzilão conhecido em todo o Brasil.
Não conquistou títulos estaduais, mas foi, inegavelmente, um grande artilheiro. De seus pés, invariavelmente, saía um chute violento e preciso. Goleiro para defender bolas chutadas por Panzilão tinha que ser, além de bom, muito corajoso. Sempre misturando o lado profissional com a vida boêmia, ele terminou perdendo muitas oportunidades de chegar a vôos mais altos.

Mas fez história. Acima de tudo, uma história que, entre um trago e outro, estará sempre com cheiro de lenda. Fato ou ficção? Verdade ou mentira? Panzilão fazia mais gols do que bebia? Ou bebia mais do que marcava gols? Nem ele sabe responder ao certo. Mas garante, bom ou calibrado, que fez mais gols que Sima, o maior artilheiro do Piauí.

Profissionalmente, em jogos amistosos e oficiais, ele andou bem longe dos números estabelecidos por Sima. Mas quem o viu nos gramados sabe que ele também foi um artilheiro implacável. Aliás, adjetivo bem mais sugestivo que o artilheiro pé-de-cana que o Brasil inteiro conheceu pelas páginas da Revita Placar.

Panzilão no Caiçara.
CLUBES EM QUE ATUOU

River Atlético Clube (Teresina)
Comercial Atlético Clube (Campo Maior)
Botafogo Esporte Clube (Teresina)
Auto Esporte Clube (Teresina)
Sociedade Esportiva Tiradentes (Teresina)
Caiçara Esporte Clube (Campo Maior)

ALGUNS JOGOS MARCANTES

24/01/1971 - River 0x2 Flamengo - 1° clássico Rivengo disputado por Panzilão.

23/04/1972 - Comercial 3x1 River - 1° gol de Panzilão em jogos de Campeonato Piauiense, abrindo o caminho para a sensacional vitória sobre o River.

13/10/1974 - Botafogo 3x3 Flamengo - O Botafogo perdia por 3 a 2 e Panzilão marcou o gol do empate aos 40 minutos do 2° tempo.

27/11/1974 - Botafogo 2x1 Parnahyba - O jogo estava empatado e Panzilão voltou a marcar o gol da vitória, no 2° tempo.

18/05/1975 - Botafogo 3x3 Flamengo - O Botafogo chegou a fazer 2 a 0, com Panzilão marcando o 2° gol, mas sofreu a virada para 3 a 2. Faltando 7 minutos para o final do jogo, porém, Panzilão voltou a marcar, decretando o resultado final de 3 a 3.

 21/05/1975 - Botafogo 5x0 Piauí - Melhor em campo, Panzilão assinala 3 gols.

12/07/1975 - Botafogo 3x3 Parnahyba - Panzilão já marcara um gol, mas o Parnahyba vencia por 3 a 2. Aos 28 do 2° tempo, ele fez mais um e selou o empate de 3 a 3.

23/05/1979 - Auto Esporte 2x2 Flamengo - O Flamengo vencia por 2 a 1 e Panzilão marcou o gol do empate com uma bomba de fora da área, aos 31 do 2° tempo.

30/05/1979 - Auto Esporte 2x2 River - O empate agora era com o River, com Panzilão marcando o 1° gol da partida e mais tarde decretando o empate de 2 a 2.




 SÁBADO, 29 DE DEZEMBRO DE 2012

Chicolé: de Floriano para fazer história no futebol

Chicolé guarda muitas lembranças do futebol. Nada, porém, foi mais inesquecível que o jogo contra o Sport Recife, no Lindolfo Monteiro, em 1970 (Foto: Severino Filho - Buim).
O nome de bola podia até parecer esquisito ou engraçado, mas foi mesmo como Chicolé que o florianense Francisco Cesar Lima fez carreira como atleta profissional no futebol piauiense. Francisco Cesar Lima (Floriano-PI, 02/06/1948), surgiu no Ferroviário, de sua terra natal, ocasião em que se destacou e terminou vindo para o River, onde teve uma passagem meteórica.

As grandes alegrias só aconteceram quando o Flamengo apostou no seu futebol e deu-lhe a oportunidade de atuar ao lado de outros craques consagrados, como Matintim, Mota, Gringo, Carlinhos e Décio Costa. Epoca em que viveu um dos momentos mais inesquecíveis de sua trajetória como atleta - o empate com o Sport Recife, pelo Torneio Norte-Nordeste, em 197o. Chicolé entrou no segundo tempo, substituindo a Pedrinho, e fez uma grande atuação contra o Leão da Ilha do Retiro, no Lindolfo Monteiro lotado pela torcida piauiense.

Vilmar e Chicolé, no River de 1969, com escudo semelhante ao do São Paulo. A rápida passagem pelo Tricolor permitiu-lhe jogar ao lado de um dos maiores craques deste futebol.
No quadro rubro-negro, Chicolé conquistou o bicampeonato piauiense em 1970/71, atuando mais tarde no Tiradentes e no Moto Clube. Antes de encerrar a carreira, o ponta esquerda de dribles fáceis jogou no Botafogo, em 1975. A torcida não lhe esqueceu, não só pelo apelido engraçado, mas também pelo bom futebol. 

Fora dos gramados, além de agrimensor, Chicolé tornou-se um eficiente bancário, passando vários anos nos quadros do Banco do Estado do Piauí, onde terminou se aposentando. Da terra de Vilmar, Zuega, Mocó e Walberto, soube honrar as raízes e também fazer história como um dos ídolos rubro-negros de todos os tempos.

CLUBES EM QUE JOGOU NO FUTEBOL PIAUIENSE

Ferroviário Atlético Clube (Floriano)
River Atlético Clube (Teresina)
Esporte Clube Flamengo (Teresina)
Sociedade Esportiva Tiradentes (Teresina)
Botafogo Esporte Clube (Teresina)

PRINCIPAIS TÍTULOS

Campeonato Piauiense da 1ª Divisão 1970 (Flamengo)
Campeonato Piauiense da 1ª Divisão 1971 (Flamengo)

ALGUNS JOGOS MARCANTES

11/05/1965 - Ferroviário 1x0 Piauí - Estréia no Campeonato Piauiense, com apenas 17 anos.

08/07/1970 - Flamengo 7x1 Fluminense - Estréia oficial no Flamengo, oportunidade em que marcou também seu 1° gol em Campeonato Piauiense.

25/11/1970 - Flamengo 1x1 Sport Recife - Uma grande exibição de Chicolé no LM.

16/12/1970 - Flamengo 1x0 Piauí - O Flamengo é campeão piauiense, e Chicolé conquista seu primeiro título estadual.

25/07/1971 - Flamengo 3x0 River - 1° jogo da final do Campeonato Piauiense. 

01/08/1971 - Flamengo 2x2 River - Flamengo e Chicolé bicampeões do Piauí.



DOMINGO, 23 DE DEZEMBRO DE 2012

Títulos, gols, troféus: Luiz Eduardo fez história


Após marcar mais um gol para o River, Luiz Eduardo comemora com incontida alegria.
Entre inúmeros atletas do Rio de Janeiro importados pelo futebol piauiense, poucos se adaptaram tão bem ao Piauí quanto Luiz Eduardo. Contratado pelo River na metade da década de 1980, ele virou piauiense e permanece até hoje residindo em Teresina. Tentou retornar para Niterói, sua terra natal, mas não conseguiu readaptar-se. "Teresina é meu lugar", admite, feliz, por aqui ter conquistado títulos, troféus, o reconhecimento de muitos, e até constituído família.

Aos 50 anos: agora o trabalho é fora dos gramados.
Aos 50 anos de idade (Niterói-RJ, 04/04/1962), Luiz Eduardo Vicente Alves tem poucas queixas do futebol. Quando deixou sua terra natal, partiu para o sul do país, ingressando no Matsubara, celeiro de revelação de talentos. O destino, porém, lhe trouxe para o Piauí, onde chegou para defender o River em 1985.

No time tricolor, ficou por várias temporadas, oportunidade em que foi vencedor da primeira edição do Troféu Rui Lima, conferido aos destaques do Campeonato Piauiense, e campeão em 1989. Alegria que viu repetir-se em 1992, quando conquistou seu segundo título estadual, defendendo as cores coloradas do 4 de Julho.

Depois que pendurou as chuteiras, tornou-se treinador de categorias de base, trabalhando em várias equipes e chegando a sagrar-se campeão piauiense da categoria sub-20, pelo Piauí Esporte Clube. Atualmente, Luiz Eduardo é coordenador da base do Krac, mas continua jogando bola e, quando surge uma oportunidade, marcando gols. Nenhum deles, porém, tão inesquecível quanto o que assinalou num River x Caiçara de 1989.

Em 1986, com o I Troféu Rui Lima, vestindo a camisa do time do Flamengo, clube pelo qual torcia o saudoso homenageado.
Luiz Eduardo lançou a bola entre os zagueiros do Caiçara e ele mesmo penetrou pelo buraco que a defesa caiçarina deixara aberto. Próximo a grande área, vendo que o goleiro Arara saia para interceptar a jogada, deu uma cavadinha, "a la Romário", e marcou por cobertura, num lindo gol que ainda hoje recorda com vasto sorriso.

CLUBES EM QUE ATUOU

Sociedade Esportiva Matsubara (Cambará - PR)
River Atlético Clube (Teresina - PI)
4 de Julho Esporte Clube (Piripiri - PI)
Caiçara Esporte Clube (Campo Maior - PI)

PRINCIPAIS TÍTULOS

Campeonato Piauiense da 1ª Divisão de Profissionais em 1989 (River)
Campeonato Piauiense da 1ª Divisão de Profissionais em 1992 (4 de Julho)
Campeonato Piauiense Sub-20 em 2006 (como técnico, pelo Piauí)

ALGUNS JOGOS MARCANTES

07/08/1985 - River 5x1 Comercial - Estréia com a camisa do River.

14/08/1985 - River 0x0 Flamengo - 1° clássico Rivengo de Luiz Eduardo.

06/10/1985 - Caiçara 0x4 River - Luiz Eduardo marca seu 1° gol no futebol piauiense.

13/10/1985 - River 2x1 Piauí - Luiz Eduardo marca o gol da vitória tricolor.

27/04/1986 - River 2x0 Flamengo - Luiz Eduardo marca seu 1° gol em clássicos contra o Flamengo.

02/08/1989 - River 4x0 Caiçara - Luiz Eduardo marca 2 gols, um deles, por cobertura, de fora da área, usando a cavadinha, num lance antológico.

19/08/1989 - River 4x2 4 de Julho - River campeão piauiense. O 1° título de Luiz Eduardo.

06/12/1992 - 4 de Julho 1x0 Paysandu - 4 de Julho campeão. Luiz Eduardo ganha seu segundo título.



SEGUNDA-FEIRA, 10 DE DEZEMBRO DE 2012

Gago: policial com boas e amargas histórias da bola
O policial civil Walter, 53 anos, vasto repertório de histórias da bola.
Gago, Walter Gago ou Walter Piauí: independente de como você chamá-lo, este policial civil terá sempre uma história de futebol para lhe contar. Você também pode se dar ao luxo de escolher entre uma história boa, amarga ou engraçada. Seu repertório é vasto. Talvez a melhor herança dos tempos em que corria apenas atrás da bola e dos adversários.

As histórias de Walter Piauí começam pela mudança de posição. No início, foi ponta esquerda, mas logo passou a jogar como lateral. Foi assim que disputou o Campeonato Brasileiro de Seleções e sagrou-se vice-campeão com a Seleção Piauiense, perdendo o título no saldo de gols, após ser derrotado pelos gaúchos, em Porto Alegre (3x1) e vencer no Albertão (2x1).

No Tiradentes, seu primeiro time como profissional, viveu a melhor fase da sua trajetória nos gramados. Campeão piauiense em 1982, disputou a Série A do Campeonato Brasileiro no ano seguinte, tendo a oportunidade de enfrentar grandes clubes do sul do país, como Corinthians Paulista, Fluminense e Flamengo.

Com a camisa do River, em 1985.
As vitórias contra Fluminense do Rio e Corinthians Paulista, ambas no Albertão, fazem parte do melhor de suas histórias. Na mesma ocasião, porém, jogou na amarga goleada (10 a 1) que o Corinthians impôs ao time amarelo da Polícia Militar. Nasd duas ocasiões, Walter protagonizou um dos fatos mais pitorescos do nosso futebol: gago, teve a missão de marcar outro gago, o ponta direita Ataliba do Corinthians.

Depois de várias temporadas no Tiradentes, Walter transferiu-se para o River, e posteriormente para o Auto Esporte, onde encerraria sua carreira. Hoje, aos 53 anos de idade (Teresina-PI, 26/08/1959), o policial civil Walter da Costa e Silva lembra, com muita saudade, os tempos de bola. Bem humorado, uma de suas histórias preferidas é de um dos jogos contra o veloz atacante Paulinho Portela.

Já no Auto Esporte, e com o atacante do River no auge de sua forma física, Walter Piauí fez questão de entrar em campo com três dedos da mão direita bem melados de pomada anestésica. Na primeira aproximação de Paulinho, ele esfregouo-os nos olhos do atacante riverino, que ficou fora da partida por algum tempo. De todas as histórias, ele só não sabe explicar como jogou o Campeonato Brasileiro de Juniores (Sub-20) de 1981, encerrado em janeiro de 1982, com a idade de 22 anos.

CLUBES ONDE JOGOU

Sociedade Esportiva Tiradentes (Teresina)
River Atlético Clube (Teresina)
Auto Esporte Clube (Teresina)

PRINCIPAL TÍTULO

Campeão piauiense de 1982 (pelo Tiradentes)

Tiradentes campeão de 1982. A partir da esquerda, Reinaldo Mendes (presidente), Luiz Sérgio, Walter Piauí, Sabará e Geraldo Câncio (diretor).
ALGUNS JOGOS MARCANTES

06/05/1979 - Tiradentes 1x0 Piauí - Walter faz seu 1° jogo de Campeonato Piauiense, entrando como ponta esquerda do Tiradentes.

14/01/1982 - Seleção Piauiense 2x1 Seleção Gaúcha - Jogo final do Campeonato Brasileiro de Juniores, com o Piauí ficando com o vice-campeonato por ter perdido a primeira partida, em Porto Aleghre, por 3 a 1.

08/12/1982 - Tiradentes 3x1 River - Walter conquista o título de campeão piauiense.

02/02/1983 - Tiradentes 1x0 Fluminense do Rio - 1° jogo e 1ª vitória de Walter Piauí contra um grande clube, pela Série A do Campeonato Brasileiro.

30/01/1983 - Tiradentes 2x1 Corinthians Paulista - Vitória sensacional pela Série A do Campeonato Brasileiro.

28/07/1985 - River 0x0 Flamengo - Walter disputa o seu único clássico Rivengo.




TERÇA-FEIRA, 04 DE DEZEMBRO DE 2012

Carlão: referência na galeria de ídolos do litoral

Carlão agora ensina a garotada parnaibana.
Assim como o primeiro valisére, o primeiro título a gente nunca esquece. Talvez seja por isso que a conquista do Torneio Governador Alberto Silva, o primeiro título oficial do Parnahyba após o advento do futebol profissional, é tão lembrada pelos parnaibanos. Até então, o vice campeonato piauiense de 76 havia sido o melhor desempenho do Tubarão. E o ex-zagueiro Carlão, capitão daquele time de 88, lembra com orgulho a noite dos 3 a 0 sobre o Tiradentes.

"O Tiradentes, por ser da capital e pelo nome que sempre ostentou" - lembra Carlão, hoje instrutor de escolinha de futebol - "pintava até como franco favorito, para alguns analistas. Mas o time do Parnahyba tinha entrosamento, união, força de vontade e objetivo. E contava com o Pedrinho Alelaf ali na retaguarda, como treinador. Em campo, debaixo de chuva, só podia dar Tubarão".

Foi neste clima que Carlos Alberto da Silva Costa, o Carlão, 49 anos (Parnaíba, 15/06/1963), levou o Parnahyba a uma grande vitória, deu volta olímpica com a taça de campeão e começou a entrar para a história do futebol piauiense como um dos zagueiros mais eficientes de sua época. Não foi à toa que, um ano depois, já como atleta do Paysandu, levou o Troféu Rui Lima como principal destaque do Campeonato Piauiense.

Destaque de 1989, ele recebe o troféu Rui Lima da mãe do saudoso ídolo piauiense.
Troféu que Carlão, ainda hoje, guarda com muito orgulho. A ponto de batizar com o nome de Rui Lima a escolinha de futebol dirigida por ele e o também ex-atleta Seixas, com atividade nas tarde de sábado, no campo da AABB, em Parnaíba. Mas a trajetória de Carlão no futebol profissional inclui outros times e conquistas.

Campeão do Torneio Alberto Silva com o Parnahyba..
A premiação levou o Tiradentes a contrta-lo quando formou o time que seria campeão piauiense em 1990. Carlão ainda jogaria por outras equipes da capital, como o River e Auto Esporte, mas deixou o futebol ainda numa idade boa de se jogar, ficando residência por muitos anos no Estado de São Paulo. De volta ao litoral, chegou a dirigir o Ferroviário no Torneio da Movimentação, no início deste ano. Agora, voltado para sua atividade com a garotada, espera tão somente que seu trabalho produza frutos e que outros grandes talentos sejam revelados em sua escolinha.

CLUBES ONDE JOGOU

Parnahyba Sport Club (Parnaíba), Paysandu Esporte Clube (Parnaíba), Sociedade Esportiva Tiradentes (Teresina), River Atlético Clube (Teresina), Auto Esporte Clube (Teresina) e Moto Clube (São Luis), além da Seleção Piauiense de Juniores, para a qual foi convocado na fase de categoria de base.

Carlão com a camisa tricolor.
PRINCIPAIS TÍTULOS

Campeão do Torneio Governadodr Alberto Silva 1988 (Parnahyba Sport Club).
Ganhador do Troféu Rui Lima 1989 (Paysandu Esporte Clube)
Campeão Piauiense da 1ª Divisão de Profissionais 1990 (Sociedade Esportiva Tiradentes)

ALGUNS JOGOS MARCANTES

06/07/1986 - Parnahyba 0x1 Piauí - estréia de Carlão em jogos de Campeonato Piauiense.
20/07/1986 - Parnahyba 2x0 Tiradentes - Carlão marca seu 1° gol em jogos oficiais.
1988 - Tiradentes 0x3 Parnahyba - Carlão marca um dos gols da vitória parnaibana e ergue a taça de campeão como capitão da equipe.
21/03/1990 - Tiradentes 1x0 River - Carlão marca o gol da vitória, cobrando pênalti.
12/08/1990 - Tiradentes 1x0 Caiçara - Carlão conquista o título de campeão piauiense com o Tiradentes.



TERÇA-FEIRA, 30 DE OUTUBRO DE 2012

Evandro: em três anos, gols e títulos no futebol piauiense

Evandro tenta o recomeço como técnico de futebol.
Entre 1979 e 1981, mais um atacante cearense passava pelos clubes do Piauí marcando gols e conquistando título. Seu nome? Evandro, contratado pelo Tiradentes e que mais tarde defenderia Piauí, Flamengo e River. Neste último, um fato importante para o currículo - campeão piauiense de 1981.

Evandro não foi muito feliz no Tiradentes, mas suas apresentações no Piauí foram suficientes para, em 81, vestir as camisas de Flamengo (Campeonato Brasileiro) e River (Campeonato Piauiense). O momento maior de sua carreira, porém, foi no futebol timbira quando, em 01/05/1982, na inauguração oficial do Estádio Castelão, em São Luis, teve a primazia de assinalar o 1° gol do novo estádio, jogando pelo Maranhão Atlético Clube. No vídeo do youtube, abaixo, onde focaliza-se a história do Estádio Castelão, você pode ver o histórico gol de Evandro.

Evandro deu alegrias ao torcedor rubroanil.
Aos 56 anos (Chorozinho - CE, 25/11/1955), Evandro Hélio Monteiro de Sousa hoje reside em Altamira, no Pará, onde tenta retornar ao futebol como treinador. Há poucos meses, sofreu uma contusão em um jogo de masters que quase lhe tirou a vida. Na ocasião, chegou a ficar cinco dias em coma. Se recupera com o otimismo de quem, em algum lugar do futuro, voltará ao futebol do Piauí para conquistar mais um título - desta vez como treinador.

CLUBES DE EVANDRO NO PIAUÍ

1979 - Sociedade Esportiva Tiradentes.
1980 - Piauí Esporte Clube.
1091 - Esporte Clube Flamengo e River Atlético Clube.

PRINCIPAL TÍTULO

1981 - Campeonato Piauiense da 1ª Divisão (River).


 
ALGUNS JOGOS MARCANTES

20/06/1979 - Tiradentes 0x1 River - Evandro estréia no futebol piauiense. Estréia com pé esquerdo. Além de perder o clássico com o River, é expulso no 1° tempo.

19/08/1979 - Tiradentes 1x2 Flamengo - Evandro marca seu 1° gol no futebol piauiense.

28/09/1980 - Piauí 6x2 Auto Esporte - Evandro estava no banco de reservas. No intervalo, o técnico Dario Souza tirou Leal e colocou Evandro. Ele fez dois gols e selou a goleada do time rubroanil.

14/06/1981 - River 4x1 Comercial - Na estréia oficial pelo River, Evandro marca 2 gols e o time goleia o Comercial.






TERÇA-FEIRA, 16 DE OUTUBRO DE 2012

Hindemburgo: lenda paraibana que fez história no Piauí

O lendário Hindemburgo mora hoje em sua cidade natal, Campina Grande.
Por mais discutido que tenha sido fora dos gramados, o paraibano Hindemburgo foi quase uma unanimidade dentro deles. Um dos maiores goleiros que passaram pelo futebol piauiense, sua página no facebook do futebol tem todos os ingredientes que cercam ídolos malditos e idolatrados. Irreverente, irresponsável, show-man, incomparável, inesquecível. De qualquer adjetivo, contra ou a favor, Hindemburgo tinha um pouco.

Paraibano de Campina Grande, onde nasceu a 20 de abril de 1955, Hindemburgo Paulo de Araújo chegou ao Piauí contratado pelo Botafogo, equipe pela qual jogou o Campeonato Piauiense de 1976. No ano seguinte, titular do Flamengo, foi vice-campeão, mas escolhido pela crônica especializada como o melhor goleiro da competição, oportunidade em que também foi convocado como titular da seleção piauiense que enfrentou a cearense em jogo amistoso, no Estádio Albertão.

Na final de 79, uma barreira para o Piauí de Pilinguiça.
Nas finais de 1977 (Campeonato Piauiense) e 1983 (Matogrossense), quando terminou derrotado, foi acusado de gaveteiro. Teria facilitado a derrota de Flamengo e União de Rondonópolis, seus times nas duas ocasiões. Nada foi provado, mas Hindemburgo nunca conseguiu se divorciar inteiramente das acusações. Um fardo pesado para qualquer profissionoal, mas não o suficiente para impedi-lo de brilhar em outras decisões.

Campeão piauiense em 1979 (Flamengo) e sul-matogrossense em 1982 e 1985 (ambas pelo Comercial), Hindemburgo também atuou no futebol pernambucano (Sport Recife) e paulista (Noroeste de Bauru). Já sem os mesmos reflexos, ele voltaria ao futebol piauiense em 1987, onde jogaria pelo Tiradentes. Era o início do fim de um grande goleiro.

Às vésperas de um grande jogo ou até mesmo de uma decisão, tanto era possível encontrá-lo na concentração quanto nos bares da vida, rodeado de mulheres e bebida. No primeiro caso, quando entrava em camnpo, fechava o gol. No segundo, também. Uma melancia gelada na manhã de domingo deixava Hindemburgo tão bem quanto quem tinha dormido a noite inteira.

No ano passado, em entreevista a este repórter, admitiu que "o atleta da minha época não tinha uma boa orientação e eu, de fato, paguei muito caro por isso". Em 2000, numa enquete realizada pelo jornal O Dia, através da Coluna Um Prego na Chuteira, assinada pelo jornalista Deusdeth Nunes, o Garrincha, Hindemburgo foi escolhido um dos três maiores goleiros do futebol piauiense no século XX. Hindemburgo hoje reside em Campina Grande, onde vive de um pequeno comércio instalado no mesmo prédio do programa Fome Zero, na Rainha da Borborema.

Bola na área. Bola nas mãos de Hindemburgo.
OS CLUBES NO FUTEBOL PIAUIENSE

1976 - Botafogo Esporte Clube (Teresina)
1976 a 1980 - Esporte Clube Flamengo (Teresina)
1987 - Sociedade Esportiva Tiradentes (Teresina)

OS PRINCIPAIS TÍTULOS

1979 - Campeonato Piauiense (Flamengo)
1982 - Campeonato Matogrossense (Comercial)
1985 - Campeonato Matogrossense (Comercial)

ALGUNS JOGOS MARCANTES

14/04/1976 - Botafogo 1x3 Flamengo - Hindemburgo faz seu primeiro jogo de Campeonato Piauiense, estreando pelo Botafogo.

29/08/1976 - Flamengo 0x0 Sampaio Correa - Hindemburgo faz seu 1° jogo de Campeonato Brasileiro.

04/09/1976 - Flamengo 2x3 Flamengo do Rio - Hindemburgo enfrenta o Flamengo de Zico e companhia, com o Albertão lotado, pela Série A do Campeonato Brasileiro.

10/04/1977 - Flamengo 1x0 River - 1° clássico Rivengo de Hindemburgo.

02/10/1977 -  Flamengo 2x3 River - Com 40 mil pessoas no Albertão, o Flamengo de Hindemburgo perde o título para o River.

 09/09/1979 - Flamengo 2x1 Piauí - o Flamengo é campeão piauiense e Hindemburgo escolhido um dos destaques da final e do campeonato.



SÁBADO, 29 DE SETEMBRO DE 2012

Batistinha: ídolo e campeão por River e Flamengo

Aos 43 anos, Batistinha ainda joga por times de masters, como a seleção piauiense.
Ao longo de sua história, o sexagenário clássico Rivengo foi protagonizado por mais cerca de 1.500 atletas. Muitos deles chegaram a vestir as duas camisas. Poucos, porém, tiveram a o privilégio de tornar-se ídolo e campeão tanto com a camisa rubro-negra quanto com a tricolor. O ex-atacante Batistinha foi um desses abençoados pelos Deuses do Futebol.

Foram três títulos de campeão piauiense pelo Esporte Clube Flamengo e um pelo River Atlético Clube. No primeiro, Batistinha saiu das categorias de base para o time principal, constituindo-se numa das mais gratas revelações do futebol piauiense na década de 1980. Convocado pela Seleção Piauiense para o Campeonato Brasileiro de Juniores, fez gols memoráveis no certame de 1986.

O início no Flamengo dos anos 80.
O melhor salário do time amador Grupo Claudino (mais tarde Clube Atético Ônix) fez Batistinha trocar o profissionalismo pelo amadorismo. Em 88, quando o Flamengo conquistou o histórico tricampeonato, ele jogou apenas a última partida, diante do 4 de Julho, com 25 mil pessoas no Estádio Albertão.

Batistinha ficou no Flamengo até 1991, transferindo-se no ano seguinte para o 4 de Julho, onde foi campeaõ piauiense e escolhido o craque do ano. Ganhou asas e seguiu carreira, com raro destaque, por diversos clubes do país. Voltaria ao futebol piauiense em 2000, para sagrar-se campeão com o River. Foi quando disputou seus últimos clássicos River x Flamengo. No total, foram 10 Rivengos, onde ganhu mais que perdeu (5 a 2), registrando-se 3 empates. Alguns times depois, com apenas 33 anos de idade, pendurava as chuteiras por falta de melhores oportunidades.

O futebol do Piauí perdia, dentro dos gramados, ainda com grande potencial, um dos principais atacantes de sua história. Um de nossos maiores ídolos. Hoje, João Batista Crispim Filho (Teresina, PI, 24/11/1968) trabalha como segurança, contratado pela empresa Socimol. Mas ainda encontra tempo para passar ensinamentos aos garotos ligados ao Livramento, sediado em José de Freitas. E quando o tempo permite, mata a saudade de todos nós jogando na categoria masters.  Esse fez uma grande história.

CLUBES ONDE ATUOU

Flamengo (Teresina - PI), 4 de Julho (Piripiri - PI), Ferroviário (Fortaleza - CE), União São João (Araras - SP), Goiás (Goiânia - GO), Sport Recife (Recife - PE), Vitória (Salvador - BA), Ceará (Fortaleza - CE), Santa Cruz (Recife - PE), Rio Branco (Americana - SP), Internacional (Limeira - SP), ABC (Natal - RN), River (Teresina - PI), Clube do Remo (Belém - PA), Sobradinho (Brasília - DF), Oeiras (Oeiras - PI), Itapipoca (Itapipoca - CE) e Piauí (Teresina - PI).

No River de 2000, entre França e Alessandro: Batitinha volta a ser campeão piauiense.
PRINCIPAIS TÍTULOS

1986 - Campeonato Piauiense de Juniores (Flamengo)
1986 - Campeonato Piauiense (Flamengo)
1987 - Campeonato Piauiense (Flamengo)
1988 - Campeonato Piauiense (Flamengo)
1992 - Campeonato Piauiense (4 de Julho)
1994 - Campeonato Cearense  (Ferroviário)
1994 - Artilheiro do Campeonato Cearense (Ferroviário, 21 gols)
1996 - Campeonato Baiano (Vitória - BA)
1996 - Campeonato Cearense (Ceará Sporting)
1997 - Campeonato Pernambucano (Sport Recife)
1998 - Campeonato Pernambucano (Sport Recife)
2000 - Campeonato Piauiense (River)

ALGUNS JOGOS MARCANTES NO FUTEBOL PIAUIENSE

30/03/1986 - Flamengo 1x1 Tiradentes - Estréia em jogos oficiais no time principal do Flamengo.

13/07/1986 - Flamengo 5x0 Caiçara - Marca dois gols. São os primeiros no futebol profissional.

20/07/1986 - Flamengo 3x0 River - Batistinha joga seu primeiro clássico Rivengo.

07/05/2000 - River 2x1 Flamengo - O River é campeão do 1° turno e Batistinha marca o 2° gol tricolor.

12/07/2000 - River 2x1 4 de Julho - Batistinha marca o 1° gol do jogo que abriu a decisão de 2000, quando o atleta conquistou seu último título.




TERÇA-FEIRA, 11 DE SETEMBRO DE 2012

Naascimento: história com gols, vitórias e títulos

Nascimento, aos 54 anos, trabalha como corretor de automóveis.
Um dos jogadores mais habilidosos do futebol piauiene, entre 1977 e 1983, Nascimento também fez história pela irregularidade em suas atuações. Ora era escolhido o melhor entre os 22 que estavam em campo, ora pouco se fazia notar que ele participara do jogo. As grandes atuações e os títulos, porém, ficaram gravados na memória do torcedor riverino naquele período de casa cheia.

Destaque das competições promovidas em José de Freitas, embora seja piauiense de Teresina, onde nasceu a 03 de abril de 1958, Nascimento estreou no futebol profissional como atleta do Botafogo. De cara, uma frustração. O time tinha vários jogadores irregulares e terminou eliminado. A Federação iniciou um novo campeonato e Nascimento desembarcou no River Altético Clube.

O início, no Botafogo de 1978.
No time tricolor, Nascimento jogou pouco tempo, mas o suficiente para fazer história, marcando gols e conquistando títulos. Jogou o clássico Rivengo em 27 oportunidades e venceu mais do que perdeu. Foram 12 vitórias e 7 derrotas, além de 8 empates. De quebra, marcou dois gols, ambos na tarde de 27 de maio de 1979, quando o Galo triunfou por 2 a 0 e ele foi o maior nome da partida.

Aos 54 anos de idade, Antônio José do Nascimento é corretor de automóveis. Trabalha por conta própria e recorda, com saudade, os grandes clássicos em que tomou parte. Uma época privilegiada, ressalte-se, pois na maior série invicta do Rivengo - quando o River ficou 11 jogos sem perder para o arqui-inimigo, Nascimento ficou de fora apenas uma partida.

Antes de sair dos gramados profissionalmente, Nascimento ainda deu o ar de seu belo futebol à torcida do Caiçara. Vendo que o futuro da bola não seria rentável como imaginava, deixou cedo o futebol para se dedicar às atividades do comércio. Do Botafogo ao Caiçara, não foram nem 10 anos. Muito poucos tiveram as glórias que Nascimento colecionou em tão pouco tempo de atuação como atleta.

No Galo, três vezes campeão.
CLUBES ONDE ATUOU

1978 - Botafogo Esporte Clube (Teresina)
1978 a 1984 - River Atlético Clube (Teresina)
1986 - Caiçar Esporte Clube (Campo Maior).

PRINCIPAIS TÍTULOS

1978 - Campeonato Piauiense
1980 - Campeonato Piauiense e Torneio Piauí-Maranhão
1981 - Campeonato Piauiense

ALGUNS JOGOS MARCANTES

 15/10/1978 - River 2x3 Flamengo - 1° jogo no River e no Campeonato Piauiense, lançado pelo técnico Mormaço.

28/01/1979 - River 2x1 Piauí - Nascimento sagra-se campeão piauiense pela primeira vez.

27/05/1979 - River 2x0 Flamengo - Nascimento marca os dois gols do clássico e ganha todos os prêmios de melhor em campo.

16/11/1979 - River 2x0 Flamengo - O River encerra sua participação no Campeonato Piauiense, com Nascimento jogando todas as 23 partidas da campanha do título.

15/11/1981 - River 1x1 Tiradentes - Nascimento conquista seu terceiro título de campeão piauiense.

27/07/1986 - Caiçara 1x2 Parnahyba - Último jogo de Nascimento no Campeonato Piauiense.




TERÇA-FEIRA, 04 DE SETEMBRO DE 2012

Franklin cobrava lateral com a força de um cruzamento 

Aposentado, Franklin curte o radioamadorismo. Fez uma bela história no futebol.
O arremesso lateral, com a força de quem estava cobrando-o com o pé, era a principal característica do lateral esquerdo Franklin, bicampeão piauiense pelo Esporte Clube Flamengo no início da década de 1970, jogada que ajudou sua equipe a marcar alguns gols e chegar a dois títulos numa época de inteira supremacia do Piauizão Vibrante de Nonato Leite e Pila.

Franklin de Castro Almeida (Teresina - PI, 16/06/1950), foi revelado pelo time juvenil do saudoso João Araújo, o Pato Preto, e suas qualidades logo chamara atenção de outras equipes, transferindo-se para o Náutico, de Recife. Além de campeão em Pernambuco, foi pelo Náutico que teve a oportunidade de jogar o Campeonato Brasileiro da Série A, atuando, inclusive, no Maracanã, contra o Flamengo do então jovem meia Zico.

Franklin (com a 6 do Náutico): estréia no Maracanão não foi nada agradável.
Franklin ainda atuou no Central de Caruaru e mais tarde retornou ao futebol piauiense, para jogar novamente no Flamengo e terminar seu ciclo profissional no Tiradentes. Durante muitos anos ele prestou serviço na área de segurança da Universidade Federal do Piauí. Hoje, aposentado e residindo em Timon, tem como principal hobby o radioamadorismo (indicativo de chamada PR8BRA). Trata-se de um ex-atleta que ganhou títulos e fez históriaa, motivo pelo qual ainda hoje é lembrado por parte da torcida e da crônica.

CLUBES ONDE ATUOU

1969 a 1972 - Esporte Clube Flamengo (Teresina - PI).
1973 a 1974 - Clube Náutico Capibaribe (Recife - PE).
1975 a 1977 - Central Sport Club (Caruaru - PE).
1978 - Esporte Clube Flamengo (Teresina - PI).
1979 - Sociedade Esportiva Tiradentes (Teresina - PI).

PRINCIPAIS TÍTULOS

1970 - Campeonato Piauiense (Flamengo)
1971 - Campeonato Piauiense (Flamengo)
1974 - Campeonato Pernanbucano (Náutico).

Franklin campeão piauiense pelo Flamengo.
ALGUNS JOGOS MARCANTES

17/12/1969 - Flamengo 4x2 River - Franklin joga seu primeiro Rivengo, amistoso, antes mesmo de disputar seu primeiro jogo oficial de Campeonato Piauiense.

08/07/1970 - Flamengo 7x0 Fluminense - 1° jogo de Campeonato Piauiense

16/12/1970 - Flamengo 1x0 Piauí - Franklin sagra-se campeão piauiense pela primeira vez.


07/02/1973 - Náutico 0x0 Sport Recife - Estréia no time do Nàutico.

16/10/1973 - Náutico 1x4 Flamengo do Rio - Franklin tem a oportunidade de jogar no Maracanã.

01/08/1979 - Tiradentes 4x3 Parnahyba - Último jogo como atleta profissional, atuando pelo Tiradentes.


QUINTA-FEIRA, 16 DE AGOSTO DE 2012

Zé Carneiro: lembranças de um ídolo rubro-negro

Zé Carneiro: um dos bicampeões do Flamengo na temporada 64/65.
Há mais de 50 anos que ele deixou sua terra natal, Coroatá, interior do Maranhão, para vestir a camisa rubro-negra do Esporte Clube Flamengo. O fez tantas vezes, e com tanto amor a essas cores, que tornou-se um ídolo na história do clube. Fixou-se na capital piauiense, onde constituiu família, e hoje, aos 71 anos, não faltam as boas lembranças para Zé Carneiro recordar quando o assunto é sua trajetória no futebol.

Histórias como a do Rivengo de 01 de dezembro de 1962, quando Zé Carneiro viveu, na mesma tarde, o céu e o inferno de qualquer atleta. O céu, aos 10 minutos do 2° tempo, quando, cobrando uma penalidade máxima, decretou o empate de sua equipe, que perdia por 2 a 1 àquela altura do clássico. Mas a tarde seria tricolor. E Zé Carneiro viveu o inferno, ao ver o maior rival desempatar e ampliar para 4 a 2.

Não bastasse a derrota, ainda foi expulso pelo árbitro Francisco de Assis Castelo Branco, por troca de agressão com Waldeck, a cinco minutos do final. Na verdade, é apenas uma das muitas história que pode contar dos 28 clássicos River x Flamengo que tomou parte, onde contabiliza 7 vitórias, 8 empates e 13 derrotas.

Como não existem noites eternas, a grande desforra sobre o River veio quando Zé Carneiro fez parte do mesmo Flamengo que quebrou a hegemonia do rival no futebol piauiense. O Tricolor buscava seu segundo hepta quando, em 1964, o Flamengo sagrou-se campeão, repetindo o feito no ano seguinte.

Depois do ciclo de sete anos em defesa do Flamengo, ainda jogou pelo Auto Esporte, antes de pendurar as chuteiras. Fora dos gramados, sempre trabalhou e como representante comercial, na área de material esportivo, viajou por quase todo o Piauí, Ceará e Maranhão. Atualmente, aposentado, José Carneiro de Lemos, maranhense de Coroatá, onde nasceu a 03 de setembro de 1940, lamenta que o futebol esteja tão diferente do que era praticado na sua época.

"Quem jogou na minha época e quis emprego, teve. Os dirigentes dos clubes eram pessoas influentes. Não foi à toa que Tassu, Salvador, Maçarico, Escurinho, Waldeck e tantos outros estavam empregados após abandonar o futebol. Mas não tenho do que reclamar", afirma Zé Carneiro, que reside à Rua Amazonas, em frente à Praça do Marquês, zona centro norte de Teresina.

CLUBES ONDE ATUOU

Ponte Preta (Coroatá - MA)
Palmeiras (Caxias - MA)
Esporte Clube Flamengo (Teresina - PI)
Auto Esporte Clube (Teresina - PI)

PRINCIPAIS TÍTULOS

1964 - Campeonato Piauiense (Flamengo)
1965 - Campeonato Piauiense (Flamengo)

JOGOS MARCANTES

10/01/1960 - Flamengo 2x1 River - 1° clássico Rivengo de Zé Carneiro

01/12/1962 - Flamengo 2x4 River - Zé Carneiro marca seu único gol em clássicos contra o River. No mesmo jogo, também ocorre sua única expulsão no Rivengo.

13/12/1964 - Flamengo 2x0 River - Zé Carneiro não entrou em campo, mas com a vitória de seu time, conquista seu primeiro título de campeão piauiense.

24/10/1965 - Flamengo 1x1 Piauí - Último jogo oficial de Zé Carneiro com a camisa do Flamengo.

18/12/1965 - Flamengo 3x2 River - Por ironia do destino, Zé Carneiro mais uma vez fica de fora do clássico onde o Flamengo conquista o título. Mas é bicampeão com o Flamengo.

04/05/1969 - Auto Esporte 1x4 Flamengo - Último jogo oficial de Zé Carneiro, que já estava atuando pelo Auto Esporte.



QUARTA-FEIRA, 25 DE JULHO DE 2012

Assis Paraíba: bastaram 8 meses para fazer história 

Aos 56 anos, Assis hoje reside na cidade de Fortaleza.
Quem acompanhou a trajetória da Sociedade Esportiva Tiradentes nos últimos oito meses de 1974, não esquece seu nome. Muito menos seu futebol. Cabeleira black-power, bem ao estilo da época, o meia paraibano Assis foi um dos grandes responsáveis pelas vitórias do Amrelão da PM tanto no Campeonato Brasileiro quanto no Piauiense.

Aos 56 anos (nasceu a 20/11/1955), Francisco de Assis Silva, paraibano de Campina Grande, hoje está radicado em Fortaleza, onde também fez história como atleta dos dois principais times alencarinos - Ceará e Fortaleza. Mas sua afirmação, a nível nacional, definitivamente, teve início como atleta do Tiradentes, equipe para a qual veio em abril de 1974, fazendo sua estréia no início de maio, contra o Botafogo do Rio.

Por telefone, ele falou ao SITE DO BUIM, e disse não esquecer os grandes momentos vividos no futebol piauiense. "Foi onde tudo começou a clarear na minha carreira. Eu estava no Treze e os diretores já haviam colocado dificuldade para me vender, pois o Fluminense do Rio se interessou por meu passe, após um jogo amistoso do Treze contra eles, em Campina Grande. Quando veio a proposta do Tiradentes, eu insisti em ser negociado, pois sabia que aqui eu teria uma grande oportunidade, pois o Tiradentes já era conhecido pela campanha no Campeonato Brasileiro do ano anterior".

"Minha estréia foi contra o Botafogo do Rio" - recorda Assis - "e fui muito bem, marcando inclusive o gol de emapte, com o Sima fazendo o gol da vitória mais tarde. A partir dali, só tive alegrias. Perdemos a classificação por 1 ponto e a o título do Estado ainda veio de forma invicta". De fato, o Tiradentes não obteve a classificação por muito pouco, e na vitoriosa jornada do Campeonato Piauiense de 1974, foram 20 jogos sem perder para ninguém.

Ainda como jogador do Tiradentes, Assis é convocado para a Seleção Brasileira de Novos. No Maracanã, o histórico e inesquecível encontro com o Rei Pelé.
Ainda como atleta do Tiradentes, Assis foi convocado para a Seleção Brasileira de Novos, que jogou amistosamente no final do ano, no Maracanã, no encerramento da temporada do futebol brasileiro. "Ali foi minha consagração. O encontro com o Pelé, que foi cumprimentar cada jogador, posso citar como algo inesquecível, pois era muito jovem e isso marcou bastante". O futebol de Assis era muito grande para a estrutura do futebol piauiense. E ele foi embora depois de oito meses de grandes atuações.

Atuações que fizeram dele, em uma enquete realizada em 2000, um dos jogadores mais votados na escolha da Seleção Piauiense de todos os tempos. Quando foi contratado pelo Sport Recife, o time pernambucano levou o goleiro Toinho como contrapeso. Os dois, ao lado de Miltão, que também jogara no Tiradentes, conquistarm o histórico título de Campeão Pernambucano em 1975, quando o Sport quebrou um jejum de 12 anos.

Nesta formação do Tiradentes, Assis é o penúltimo agachado, entre duas saudades - Miltão e Xavier.
Foi também no Sport Recife que Assis ganhou, no mundo do futebol, o nome do seu estado natal acrescido ao nome de guerra. Como o time pernambucano contratou o zagueiro Assis, do Fluminense, que era paraense, o meia passou a ser conhecido como Assis Paraíba. E é como Assis Paraíba que ele busca novas oportunidades no futebol. Recentemente, trabalhou nas categorias de base do Fortaleza Esporte Clube.

Afastou-se por problemas de saúde, mas já está em plena recuperação. "Breve retorno a minhas atividades no futebol, trabalhando com a revelação de novos talentos. E espero voltar ao Piauí qualquer hora dessas. Aí deixei muitos amigos, tive muitas alegrias, e construi boa parte da minha históeria". Uma grande história. Em 35 jogos com a camisa do Tiradentes, Assis Paraíba deixou o campo derrotado apenas uma vez - em Porto Alegre, quando o Tiradentes foi goleado pelo Grêmio, por 4 a 0.

Sima, Maranhão, Miltão, Assis Paraíba e Santos - cinco craques do invicto Tiradentes.
CLUBES ONDE ATUOU

Treze Futebol Clube (Campina Grande - PB)
Sociedade Esportiva Tiradentes (Teresina - PI)
Sport Club do Recife (Recife - PE)
Al Ahli (Arábia Saudita)
Bangu Atlético Clube (Rio de Janeiro - RJ)
Paulista Futebol Clube (Jundiaí - SP)
Ceará Sporting Club (Fortaleza - CE)
Fortaleza Esporte Clube (Fortaleza - CE)
Campinense Clube (Campina Grande - PB)

PRINCIPAIS TÍTULOS

Campeonato Piauiense de 1974 (Tiradentes)
Campeonato Pernambucano de 1975 (Sport Recife)
Campeonato Pernambucano de 1977 (Sport Recife)
Copa do Rei (Al Ahli - Arábia Saudita)
Campeonato Cearense de 1982 (Fortaleza)
Campeonato Cearense de 1984 (Ceará Sporting)
Campeonato Cearense de 1987 (Fortaleza)

JOGOS MARCANTES PELO TIRADENTES

05/05/1974 - Tiradentes 2x1 Botafogo do Rio - Estréia no Tiradentes, oportunidade em que marcou seu primeiro gol pelo time piauiense.

07/08/1974 - Tiradentes 2x0 Auto Esporte - Dois gols de Assis.

01/12/1974 - Tiradentes 1x0 River - Tiradentes campeão piauiense por antecipação

08/12/1974 - Tiradentes 4x0 Flamengo - o Tiradentes encerra sua campanha no Campeonato Piauiense com 20 jogos, nenhuma derrota. Assis Paraíba jogou as 20 partidas.

TRAJETÓRIA COM A CAMISA DO TIRADENTES

Campeonato Brasileiro - 8 jogos e 1 gol
Campeonato Piauiense - 20 jogos e 6 gols
Amistosos - 7 jogos e 2 gols
Total - 35 jogos e  9 gols


TERÇA-FEIRA, 10 DE JULHO DE 2012

Ronaib: o tricolor que fez história como rubro-negro

Ronaib hoje, torcedor do Fluminense, às vésperas de completr 70 anos.
Apesar da pose com a camisa do Fluminense, do Rio de Janeiro, foi com as cores rubro-negras que o ex-zagueiro e lateral Ronaib fez história no futebol piauiense, após desembarcar em Teresina, há quase 50 anos, procedente do futebol alencarino. Em meio à instabilidade política e a implantação do regime militar que governou o país.

Mas política à parte, foi o futebol que fez de Ronaib uma personalidade conhecida dos piauienses. Quando aqui chegou, contratado pelo Flamengo, foi logo conquistando o bicampeonato, quebrando a hegemonia do River, até então batizado de Eterno Campeão. A propósito, sua estréia oficial foi exatamente num Rivengo.

Ronaib entrou na fase final, substituindo o lateral esquerdo Braz (artur Braz, depois árbitro de futebol). Sem muitas qualidades técnicas, mas valendo-se do seu porte físico para impor-se como um defensor bastante útil, Ronaib foi se firmando a ponto de, na jornada do bicampeonato, em 1965, figurar ao lado de Mano e Salvador como os atletas que mais jogaram durante a camapnha.

Encerrado o ciclo de Flamengo, Ronaib ainda jogou mais três campeonatos pelo Auto Esporte, para mais tarde tornar-se técnico de futebol, função em que esteve a serviçdo do River e do próprio Flamengo. Aliás, foi exatamente no Flamengo que ele reencontrou o caminho do título, sagrando-se campeão como auxiliar do técnico Murilo Pardal, em 1976.

Fora do futebol, entre outras atividades, trabalhou na extinta Fagep e na Secretaria de Comunicação do Estado. Próximo de completar 70 anos, José Ronaib de Oliveira (Fortaleza-CE, 12/11/1942) está aposentado, mas continua residindo em Teresina, cidade onde constituiu família e escolheu para morar desde que deixou sua terra natal.

ALGUNS JOGOS MARCANTES

 25/10/1964 - Flamengo 2x1 River - 1° Rivengo e estréia oficial no Flamengo
13/12/1964 - Flamengo 2x0 River - Ronaib sagra-se campeão piauiense pela primeira vez.
15/12/1965 - Flamengo 2x1 River - O River já comemorava o título de campeão piauiene quando Gringo marcou o segundo gol do Flamengo, aos 45 do 2° tempo, adiando a decisão para o terceiro jogo.
18/12/1965 - Flamengo 3x2 River - Ronaib conquista o bicampeonato pelo Flamengo.
18/07/1976 - Flamengo 1x1 Parnahyba - Ronaib é campeão piauiense coo auxiliar técnico de Murilo Pardal.

PRINCIPAIS TÍTULOS

Campeonato Piauiense da 1ª Divisão - 1964 - Esporte Clube Flamengo
Campeonato Piauiense da 1ª Divisão - 1965 - Esporte Clube Flamengo

TRAJETÓRIA NO CAMPEONATO PIAUIENSE

1964 - Flamengo -  4 jogos
1965 - Flamengo - 19 jogos
1966 - Flamengo - 4 jogos
1967 - Auto Esporte - 8 jogos
1968 - Auto Esporte - 10 jogos
1969 - Auto Esporte - 4 jogos
TOTAL - 49 jogos
Em pé, de camisa branca, o técnico José Ronaib, no River de Júlio e Nido.


SÁBADO, 23 DE JUNHO DE 2012

Wortigern: 9 gols numa época de puro amadorismo

Meu personagem escreveu esta história há muitos anos. A Federação Piauiense de Futebol (hoje FFP) ainda nem tinha sido fundada quando ele, o atacante Wortigern, assinalouo todos os gols da goleada de 9 a 0 que seu time, o Botafogo, enfiou no Artístico, ambos de Teresina, em partida de caráter amistoso, disputada em 1940.

Piauiense de Uruçui, Wortigern Rocha nasceu em 04 de outubro de 1914. Foi um dos notáveis jogadores do romântico amadorismo das décadas de 1930 e 1940, período em que sagrou-se campeão piauiense de 1938, 1940, 1941, 1945 e 1946, todos pelo Botafogo. Tempos em que, ressalte-se, jogar futebol por aqui não era notícia nem nos jornais.

Uma prova desse descaso da imprensa da época com o futebol é o fato de não haver nenhum registro, nos jornais de então, sobre o grande feito de Wortigern naquele amistoso contra o Artístico. Na realidade, ele ganhou muito mais notoriedade quando, a partir dos anos 60, passou a satirizar figuras e situações públicas com engraçadas fantasias durante os carnavais de Teresina. Seu falecimento ocorreu em Teresina, a 12 de dezembro de 1976.



SEGUNDA-FEIRA, 18 DE JUNHO DE 2012

Quincas, um hexacampeão com a camisa tricolor

Ao tempo em que o River amarga cinco anos sem ganhar um título de campeão piauiense, nada melhor que recordar, para a torcida tricolor, uma época em que o Galo foi seis vezes consecutivas o campeão do Piauí. E a lembrança vem acompanhada de um dos seus mais ardorosos defensores - o lateral esquerdo Quincas.

Aposentado, Quincas reside à Alameda Parnaíba, no bairro Vila Operária. (Foto: Severino Filho - Buim)
Residente à Alameda Parnaíba, na Vila Operária, zona norte da capital piauiense, Joaqum José da Cruz - este é o verdadeiro nome de Quincas - está com 76 anos (nasceu a 20 de março de 1936). Do final da década de 1950 ao início da seguinte, disputou várias edições do Campeonato Piauiense e alguns amistosos importantes.

Um dos jogos que recorda com muita satisfação é o empate de 2 a 2 entre River e Botafogo do Rio, quando ele marcou o lendário Mané Garrincha. "Ele não andou nesse dia. Foi bem marcado por mim e pelo Tassu", afirmou, certa vez, ao recordar o dia em que esteve frente a frente com o saudoso ponta direita do Botafogo do Rio e da Seleção Brasileira.

Quincas fez parte do time do River na segunda fase do histórico "Eterno Campeão", oportunidade em que conquistou seis títulos consecutvos de campeão piauiense. Encerrado o ciclo de glórias com a camisa tricolor, ele ainda atuou no Auto Esporte e no Botafogo, pendurando as chuteiras logo depois.

O Eterno Campeão: Ventura, Murilão e Quincas (em pé); Marcos, Antônio Luis e Zequinha Furtado (agachados).
CLUBES EM QUE ATUOU

1957 a 1963 - River Atlético Clube (Teresina - PI)
1964 - Auto Esporte Clube (Teresina - PI)
1965 - Botafogo Esporte Clube (Teresina - PI)

PRINCIPAIS TÍTULOS

Campeonato Piauiense de 1958
Campeonato Piauiense de 1959
Campeonato Piauiense de 1960
Campeonato Piauiense de 1961
Campeonato Piauiense de 1962
Campeonato Piauiense de 1963

JOGOS MARCANTES

20/07/1958 - River 2x2 Botafogo do Rio - Quincas marca Mané Garrincha no amistoso do Tricolor com o time carioca.

26/04/1959 - River x Botafogo de Teresina - 1° título de campeão piauiense, com o Botafogo não comparecendo ao Lindolfo Monteiro e o River ficando com o título.

 09/09/1962 - Ceará 7x5 River - Taça Brasil - Apesar da derrota, Quincas fez uma grande atuação, anulando o ponta direita Carlito, ex-River, que jogava no time cearense, e que prometera dar um show em cima do lateral do River.

29/03/1964 - River 3x0 Caiçara - Quincas não jogou, mas ficou na reserva e tornou-se campeão pela sexta vez conseuctiva.



QUINTA-FEIRA, 07 DE JUNHO DE 2012

Edinho: poucos laterais marcaram tão bem quanto ele

As modificações táticas do futebol transformaram muitos laterais em verdadeiros artilheiros. Mas até os anos da década de 1980, contava-se nos dedos quem tinha liberdade para atacar e marcar gols. Atuar bem até a metade do campo já era o bastante. E com a eficiência de Edinho, lateral esquerdo que jogou no futebol piauiense entre 1976 e 1986, foram muito poucos.

Edinho hoje trabalha para a Prefeitura de São João do Piauí.
O começo de Edinho no futebol profissional, porém, ocorreu de forma um tanto tardia. Somente em 1976, com 24 anos, é que ele fez seu primeiro jogo oficial, defendendo as cores do Comercial, de Campo Maior. O fez com tanto destaque que foi contratado pelo Flamengo para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série A, naquela mesma temporada.

Foram mais seis temporadaas completas com a camisa rubro-negra (foto ao lado), oportunidade em que Edinho transformou-se num dos ídolos da torcida, anulando atacantes de reconhecida habilidade. Passar por ele não era tarefa fácil. Durante várias temporadas, foi escolhido o melhor lateral esquerdo do Campeonato Piauiense, mas só conquistou um título estadual - o de 1979, pelo Flamengo.

Além do Comercial e do Flamengo, Edinho também vestiu as camisas do Tiradentes e do Auto Esporte. A responsabilidade de defender, muito mais importante na sua época, não permitiu que Edinho marcasse gols, como os laterais de hoje. Mas a habilidade era tamanha que poucas vezes ele foi expulso de campo. Os duelos contra Edmar, nos clássicos Rivengos de 1977 e 78, representavam um espetáculo à parte para a torcida.

Edinho no Tiradentes
Atualmente, Edmael Viana da Silva, o Edinho, maranhense de Rosáriio, onde nasceu a 13 de setembro de 1951 (completou 60 anos em 2011), trabalha como motorista para a Prefeitura de São João do Piauí, onde fixou residência. Encontrando-o, pergunte algo sobre o futebol piauiense. Esse grande lateral esquerdo fez história e certamente lhe contará algumas bem interessantes.

ALGUNS JOGOS MARCANTES

28/03/1976 - Parnahyba 1x1 Comercial - Estréia em jogos oficiais de Campeonato Piauiense.

17/10/1976 - Flamengo 2x0 Sampaio Correa - Estréia no Flamengo e em jogos de Campeonato Brasileiro.

10/04/1977 - River 0x1 Flamengo - 1° clássico Rivengo em que tomou parte.

09/09/1979 - Flamengo 2x1 Piauí - Conquista seu único título de Campeão Piauiense.

07/05/1983 - Parnahyba 1x1 Tiradentes - Estréia com a camisa do Tiradentes.

CLUBES EM QUE ATUOU

1976 - Comercial Atlético Clube (Campo Maior - PI)
1976 a 1982 - Esporte Clube Flamengo (Tereesina - PI)
1983 a 1984 - Sociedade Esportiva Tiradentes (Teresina - PI)
1986 - Auto Esporte Clube (Teresina - PI).

JOGOS DE CAMPEONATO PIAUIENSE

1976 - Comercial - 15
1977 a 1982 - Flamengo - 101
1983/84 - Tiradentes - 53
1986 - Auto Esporte - 12
Total - 181 jogos



DOMINGO, 27 DE MAIO DE 2012

Artur Braz: história de títulos, recorde, pioneirismo... 

Aos 74 anos, Braz ainda lembra de tudo que fez no futebol.
 Durante muitos anos, o nome de Artur Braz foi mencionado nos noticiários esportivos da imprensa piauiense. Como jogador, apenas o lateral Braz; como árbitro, Artur Braz. Um nome pequeno, apenas duas palavras, mas que construu uma grande história dentro do futebol piauiense. Aos 74 anos de idade, morando no mesmo cantinho de tantos anos - à Rua Heráclito de Sousa -, ele lembra de tudo que aconteceu ao seu redor. Desde os tempos de Quincas Braz, jogador do antigo Botafogo, seu pai.

Isso mesmo. Artur Braz - é este o seu nome completo - nascido em Teresina, em 30 de novembro de 1937, é filho de um dos jogadores do futebol piauiense em seus áureos tempos do amadorismo. Quincas Braz foi pentacampeão piauiense com o Botafogo, pela Liga Piauiense, em Teresina, nos anos de 1934/35/36/37 e 38.

Seguindo os passos do pai, Braz jogou no Cruzeiro, Botafogo e Flamengo. E foi duas vezes campeão piauiense. Em 1957, pelo Botafogo, na última conquista do time alvinegro, e em 1964, no Flamengo, quando o time rubro-negro conquistou seu primeiro título profissional. Em 63, foi campeão maranhense pelo Maranhão. Mas, voltando ao Flamengo, no retorno para o bi, em 65, uma contusão impediu que ele continuasse jogando. Incentivado por Carlos Said, que disse-lhe "faz o curso de árbitro, você será um grande árbitro", Braz continuou no gramado, mas agora com a autoridade de árbitro.

"O grande impulso da minha carreira" - recorda Braz - "aconteceu quando da célebre briga com o Tassu. O Manguito, goleiro do River, pegou um pênalti num Rivengo. O Tassu correu para abraça-lo, e o Manguito foi saindo daquela euforia. Por trás, o Tassu agarrou-lhe e terminu pegando na bola, que estava em jogo, com as duas mãos. Eu marquei novo pênalti e a confusão começou". O acerto na marcação do novo pênalti deu a Braz a personalidade que um jovem árbitro precisa no início de sua carreira. Daí em diante, a profecia de Carlos Said se confirmou.

Considerado o melhor árbitro do futebol piauiense por muitos anos, Braz terminou se constituindo no árbitro que mais dirigiu o principal clássico do Estado (River x Flamengo), ao apitar 45 confrontos, quase o dobro do segundo colocado, Antônio Pereira dos Santos. Braz também foi um dos árbitros que mais apitou no Campeonato Piauiense, com 285 atuações entre 1965 e 1985. A propósito, ele detém um recorde que dificilmente será igualado: é o árbitro que mais dirigiu jogos em um único campeonato piauiense - 39 partidas no certame de 1983.

Entre as grandes alegrias da sua carreira, faz questão de ressaltar os jogos de Campeonato Brasileiro, principalmente fora de Teresina. "Apitei jogo em Aracaju, Recife, São Luis, Belém, isso foi muito importante". Com tanto tempo dentro dos gramados, quem seria o melhor jogador que ele viu. "Matintim. Era um grande jogador". 

E o árbitro que lhe serviu de inspiração? "Aqui não tinha bons árbitros. Muito bons eram aqueles que vinham apitar aqui e eram de outras centros mais adiantados, como Sebastião Rufino, de Pernambuco". Sobre um jogador que era complicado dentro do campo, que dava trabalho para o árbitro, ele citou dois exemplos: "Bitonho e Paulo Cesar Vilarinho. Dois jogadores que complicavam qualquer jogo".

Braz, Sansão (da Federação Carioca) e Gustavo Adolfo Maia.
Mas uma frase foi creditada a ele durante seus 20 anos de arbitragem - "time do interior não tem vez". Quando perguntado sobre o tema, Braz responde sem hesitação: "Eu nunca disse isso. Essa história começou quando eu expulsei de campo o zagueiro Valdivino, do Ferroviário de Floriano. Na saída do jogo, ele foi perguntado pelo Garrincha o que tinha feito e respondeu que eu o expulsei dizendo a ele que time do interior não tinha vez. A história pegou sem eu nunca ter dito isso".

Aposentado como 1° sargento da Polícia Militar, durante 33 anos exerceu a função de serralheiro dentro da PM. "Apesar desta atividade, continuo enxergando muito bem". Andando lentamente, em face de um problema muscular, ele faz um pedido "manda um abraço prá mim, se não vão pensar que eu morri". Pedido desnecessário. Quem entra para a história, sempre continuará bem vivo.

ALGUS JOGOS MARCANTES

15/11/1964 - Flamengo 3x0 Comercial - Último jogo oficial como atleta profissional.

21/04/1965 - River 3x1 Flamengo - Torneio Marinho Rodrigues - 1° Rivengo que apitou.

27/06/1965 - Flamengo 4x1 Ferroviário de Floriano - 1° jogo que apitou de Campeonato Piauiense.

20/03/1966 - River 1x2 Flamengo - Taça Afrânio Nunes - Célebre jogo da briga com o jogador Tassu, do River.

25/11/1973 - Moto Clube 0x0 Paysandu - Primeira arbitragem de um piauiense na Série A do Campeonato Brasileiro.

08/12/1982 - River 1x3 Tiradentes - Último jogo decisivo de Campeonato Piauiense que dirigiu.

 23/10/1985 - Tiradentes 2x1 River - Último jogo oficial dirigido por Artur Braz.

Nascimento puxa o contra-ataque para o River. Braz acompanha a jogada. Foi assim por 20 anos


QUARTA-FEIRA, 16 DE MAIO DE 2012

Jorginho sabia fazer gols

Jorginho, em foto recente no estúdio da Rádio Pioneira de Teresina.
Ser o goleador máximo do Campeonato Piauiense ele não foi. Mas nem por isso o atacante Jorginho deixou de dar alegria às torcidas de River e Flamengo. Pelos dois grandes da capital piauiense, ele foi ídolo no final da década de 1970, marcou muitos gols e ainda esteve presente em três finais consecutivas, ganhando duas delas. Esta síntese, cobiçada por muito boleiro, faz parte do currículo de Jorginho, um atacante que fez história no futebol piauiense.
76: campeão no Mengo.

E nem precisou jogar tanto tempo por aqui. Foram apenas quatro temporadas - 1976 a 1979, sendo metade pelo Flamengo, metade pelo River, fato que garantiu-lhe o permanente contato com grandes públicos sempre que estava em campo. Fluminense de Cabo Frio, onde nasceu a 15 de novembro de 1948, Jorge Carlos dos Santos, além da dupla Rivengo, atuou no Paraíso, Cabo Frio, Campos, Roxinho, América e Bangu.

O chute forte, de virada, bem colocado, era uma de suas principais virtudes como homem-gol. Nesta circunstância ele marcou vários em sua carreira. A torcida do Flamengo guarda, pelo menos dois, com especial carinho. Contra o Tiradentes, na final do 1° turno de 1976, e num amistoso diante do Clube do Remo, selando uma vitória espetacular por 5 a 4, no mesmo ano.

Os constantes gols que marcou fizeram dele um dos principais goleadores deos quatro campeonatos quejogou no Piauí, oportunidade em que foi campeão em 1976 e 78, e vice em 1979. Jorginho foi o 5° artilheiro da competição em 1976 e 1979, 4° em 1978 e 3° em 1977. Residente em sua terra natal, ele vez por outra vem a Teresina, como ocorreu no início deste ano. Aos 63 anos, ele reside em sua cidade natal, onde presta serviço para a prefeitura, e ainda cultiva uma outra arte que sempre o acompanhou: o carnaval e as escolas de samba.
1978: campeão mais uma vez, agora pelo River.

ALGUNS JOGOS MARCANTES

19/04/1976 - Flamengo 3x1 Botafogo - Estréia no Campeonato Piauiense.

21/04/1976 - Flamengo 4x1 Tiradentes - Marcou os dois primeiros gols com a camisa do Flamengo, com o time sagrando-se campeão do turno nesta ocasião.

18/07/1976 - Flamengo 2x1 Parnahyba - Jorginho ganha seu primeiro título de campeão piauiense.

10/04/1977 - Flamengo 1x0 River - Jorginho joga seu primeiro Rivengo e marca o gol da vitória.

01/10/1978 - Parnahyba 1x2 River - Jorginho estréia no River e marca um dos gols da vitória no litoral.

28/01/1979 - River 2x1 Piauí - Jorginho conquista seu segundo título de campeão piauiense.

NÚMEROS NO CAMPEONATO PIAUIENSE

1976 - Flamengo - 14 jogos e 7 gols
1977 - Flamengo - 26 jogos e 16 gols
1978 - River - 18 jogos e 9 gols
1979 - River - 19 jogos e 9 gols
TOTAL - 77 jogos e 41 gols
Com o torcedor literalmente em cima, Jorginho treinava os chutes que, nos jogos, transformavam-se em gols

 QUINTA-FEIRA, 10 DE MAIO DE 2012

Loloca: na história do River e do samba riverino

“Hoje eu vou ao Lindolfo Monteiro,
Eu quero ver o meu River jogar
Quero ver Manguito e Gereba
Vou aplaudir o Professor Vilmar
Caetano, Amadeu, Maioba
Pela ponta entregando para Artur
Artur devolveu para Loloca
Olha o Waldeck, sururu, é gooolll
Veio a bomba de Tassu
Sou riverino de coração
Eu vou rezar prá ser o nosso o campeão”

Até os torcedores mais jovens do River Atlético Clube já ouviram, pelo menos uma vez, esta canção tocando no rádio ou cantada por um torcedor da velha geração. Uma canção que entrou para a história do River. Assim como os jogadores que o compositor escalou a cada verso de Riverino de Coração, lançada nos anos 60.

E de todos esses ídolos imortalizados por B. Assis, somente um deles ainda reside em Teresina. Trata-se de Eraldo Francisco de Paula, um senhor de 70 anos que, no mundo do futebol, ficou conhecido pelo apelido de Loloca. Pernambucano de Recife, onde nasceu a 30 de março de 1942, Loloca só veio para o Piauí em meados da década de 1960, depois de ter jogado no time juvenil do Sport e nos profissionais do Íbis, que ainda não tinha a fama de “pior time do mundo”.

Antes de ser contratado pelo River, Loloca teve uma rápida experiência no Olaria, do Rio de Janeiro, e disputou a extinta Taça Brasil pelo Ceará Sporting. Sua história no futebol piauiense começa, oficialmente, no dia 09 de agosto de 1964, quando fez sua estréia no time tricolor. Mas Loloca não ganhou títulos. No ano em que esteve mais perto desta conquista – 1965 – o Flamengo reverteu uma desvantagem com Gringo marcando um gol ao apagar das lulzes, adiando a decisão que, no jogo seguinte, foi ganha pelo adversário.

Hoje, aos 70 anos, Loloca guarda boas e amargas recordações do futebol.
E é exatamente desta noite de quarta-feira, quando Gringo marcou no último minuto, decretando a vitória do Flamengo, que Loloca guarda as maiores recordações na casa onde reside, à Rua 13 de Maio, zona sul de Teresina, ao lado do Palácio da Música. O River venceu o primeiro Rivengo da final e precisava apenas do empate para ser campeão.

Paulinho abriu a contagem e Loloca empatou. Quando o cronômetro marcava 44 minutos do 2° tempo, a torcida comemorava o título. E Loloca, certamente, sairia do Linidolfo Monteiro como herói. Mas o atacante pernambucano estava predestinado a não ganhar títulos no futebol piauiense. Gringo marcou o 2° gol do Flamengo e forçou a realização do terceiro Rivengo. Loloca voltou a fazer sua parte, marcou os dois gols do River, mas a vitória foi do Flamengo (3 a 2), com o título escapando-lhe mais uma vez.

JOGOS IMPORTANTES

09/08/1964 – River 1x3 Comercial – Estréia de Loloca no Campeonato Piauiense.

23/09/1964 – River 5x0 Piauí - Dois primeiros gols de Loloca no Campeonato Piauiense.

23/08/1964 - River 2x1 Flamengo - 1° Rivengo de Loloca.

15/12/1965 - River 1x2 Flamengo - O River deixa de ser campeão com o gol da vitória do Flamengo sendo marcado no último minuto. Loloca fez o gol que seria o do título.

18/12/1965 - River 2x3 Flamengo - Jogo final do Campeonato Piauiense, com Loloca marcando os dois gols do River. O Flamengo, porém, fica com o título.

Quinha, Loloca e Vilmar: este último foi o maior craque que Loloca viu atuar.
 
CLUBES EM QUE ATUOU

Sport Club do Recife (juvenil)
Íbis Esporte Clube (Recife-PE)
Olaria Atlético Clube (Rio de Janeiro – RJ)
Ceará Sporting Club (Fortaleza – CE)
River Atlético Clube (Teresina – PI)
Esporte Clube Flamengo (Teresina – PI)
Botafogo Esporte Clube (Teresina – PI).

NÚMEROS NO CAMPEONATO PIAUIENSE

1964 – 14 jogos, 4 gols
1965 – 16 jogosm, 7 gols
1967 – 5 jogos, 1 gol
1968 – 7 jogos, 1 gol (Botafogo)
Total – 42 jogos e 13 gols



TERÇA-FEIRA, 01 DE MAIO DE 2012

Zé de Abreu, um dos nossos primeiros ídolos

Zé de Abreu, o segundo, em pé, a partir da esquerda: craque do início do século.
Na maior parte de sua existência o piauiense José Burlamaqui Auto de Abreu (Teresina, 22/10/1899), ficou conhecido pela sua atuação como Bacharel em Direito, cronista e jornalista. Na política, como deputado estadual e federal, foi autor de projetos importantes, dentre os quais se destacam o que criou o Dia do Piauí – 19 de outubro, o de construção do porto de Luiz Correia e o que modificou o nome da cidade de Amarração para a atual Luiz Correia.

Foi também Procurador do extinto IAPC. Sem falar no fato de ter sido o 2º ocupado da cadeira nº 18 da Academia Piauiense de Letras (hoje ocupada pelo jornalista Herculano Moraes da Silva Filho). Mas Zé de Abreu também foi futebolista e craque de bola.

Afirmar que este ou aquele atleta é melhor que outro, não há dúvida, se constitui um critério puramente subjetivo. É a opinião de cada um. Mas, a voz do povo é a voz de Deus, diz o dito popular. Em 1919 o povo elegeu o primeiro grande craque do futebol piauiense.

A promoção foi organizada pelo Jornal O Piauhy, que publicou cupons no período de 15 de maio a 15 de junho daquele ano. Ao final da promoção, O Piauhy divulgou o resultado final, que apontou os seguintes números:

1º José de Abreu (Theresinense) – 1.190 votos
2º Sargento Moraes (Militar) – 713 votos
3º Pompom Martins (Theresinense) – 28 votos
4º Sargento Brandão (Militar) – 19 votos
5º Sargento Mello (Militar) – 12 votos

Um dos principais atletas do futebol piauiense na sua época, Zé de Abreu foi titular do Theresinense e um dos artífices na campanha do título de 1919. À mesma época, foi convocado para a primeira seleção que se formou em Teresina para a disputa de jogos amistosos. Pouco tempo depois se transferiu para o Rio de Janeiro, onde residiu por muitos anos e veio a falecer em 14 de fevereiro de 1978.


QUARTA-FEIRA, 25 DE ABRIL DE 2012

 Matintim: um ídolo rubro-negro
Matintim foi um dos maiores ídolos do Flamengo.
Fausto Rodrigues Teixeira herdou o apelido do pai, que atuou no futebol piauiense durante os anos 40 e 50. Zagueiro vigoroso e de boa técnica, Matintim chegou a jogar de meia e atacante no início de sua carreira. Natural de Teresina, onde nasceu a 31 de outubro de 1944, é o recordista de jogos com a camisa do Flamengo, equipe que defendeu no longo período de 1961 a 1974, totalizando 462 jogos como profissional. Suas entradas viris lhe custaram várias expulsões, o que não compromete  a condição de um dos melhores zagueiros do futebol piauiense em todos os tempos.

Com 107 jogos disputados, é o atleta que mais atuou na história do clássico River x Flamengo, incluindo jogos amistosos e oficiais, se constituindo, também, no que mais foi expulso de campo nos confrontos entre os dois maiores rivais do futebol do Piauí. Contrastando com sua condição de ídolo, encerrou a carreira melancolicamente, entrando no segundo tempo do seu último jogo com a missão de agredir o árbitro carioca Artur Ribeiro de Araújo, que levou um soco no rosto, desferido de forma implacável. Suspenso pela Justiça Desportiva, nunca mais retornou aos gramados como profissional.

Matintim faleceu na manhã do dia 25 de julho de 2011, em sua residência, à Alameda Parnaíba, zona centro norte da capital piauiense. Depois de trabalhar por vários anos como operador de áudio da Rádio Pioneira e auxiliar de serviços gerais na Prefeitura de Teresina, o ex-craque rubro-negro já estava aposentado. Nos últimos meses de vida, lutava contra um câncer no pancreas.


Atleta que mais jogou o Rivengo, ei-lo antes de um clássico, entre o capitão do River (Valdimir) e o árbitro Artur Braz. Ao fundo, o repórter Gomes de Oliveira (o Galego), da Rádio Pioneira.
Numa pesquisa realizada com cerca de 80 torcedores, cujos votos eram publicados na coluna Um Prego Na Chuteira, de Deusdeth Nunes, no jornal O DIA, Matintim foi escolhido o melhor quarto-zagueiro do futebol piauiense em todos os tempos.

JOGOS MARCANTES

1° jogo: 04/06/1961 – Flamengo 1x2 Botafogo de Teresina – Amistoso

1° gol: 29/07/1963 - Flamengo 2x0 Piauí - Campeonato Piauiense (Matintim marcou o segundo gol, aos 37 minutos do 1° tempo).

1° título de campeão piauiense: 13/12/1964 - Flamengo 2x0 River (Flamengo campeão piauiense).

Último jogo: 08/12/1974 – Flamengo 0x4 Tiradentes – Campeonato Piauiense

CLUBES EM QUE ATUOU

Somente o Esporte Clube Flamengo, de Teresina (1961 a 1974).

PRINCIPAIS TÍTULOS

1 - Campeonato Piauiense de 1964
2 - Campeonato Piauiense de 1965
3 - Campeonato Piauiense de 1970
4 - Campeonato Piauiiense de 1971
5 - Torneio Início de 1965
6 - Torneio Início de 1967
7 - Torneio Início de 1968
8 - Torneio Início de 1970
9 - Taça Hugo Bastos 1967
10 - Taça Estado do Piauí 1970
11 - Taça Rádio Pioneira 1970
12 - Torneio Jubileu de Prata da FPD 1966
13 - Taça Joffre Castelo Branco 1969
14 - Taça Renato de Sousa Lopes 1972.

Entre Jonas e Zé do Braga, no Flamengo de 1969.
NÚMEROS NO CAMPEONATO PIAUIENSE

1961 – 4 jogos
1962 – 4 jogos
1963 – 14 jogos, 5 gols e 1 expulsão
1964 – 13 jogos e 1 gol
1965 – 17 jogos
1966 – 11 jogos
1967 – 11 jogos
1968 – 12 jogos e 1 expulsão
1969 – 15 jogos
1970 – 13 jogos
1971 – 14 jogos e 1 expulsão
1972 – 22 jogos e 1 expulsão
1973 – 13 jogos
1974 – 8 jogos e 1 expulsão
Total – 171 jogos, 6 gols e 5 expulsões


SEXTA-FEIRA, 20 DE ABRIL DE 2012

 O histórico Simão Teles Bacelar - SIMA

Logo após ser campeão em 85, Sima fez pose entre os troféus que ajudou o Piauí a conquistar.
Dentro do nosso roteiro no túnel do tempo, não faltará a trajetória dos grandes ídolos. E o primeiro a ser focalizado pelo Baú do Buim é Sima, que completou 63 anos no último dia 07 de março. Em sua longa trajetória como profissional da bola, o meia ponta de lança Simão Teles Bacelar conseguiu uma façanha que poucos alcançaram: ser ídolo em praticamente todos os clubes por onde andou.

Com grande habilidade e uma rara vocação para marcar gols este piauiense de Miguel Alves (07-03-1948), totalizou, como profissional, a invejável soma de 530 gols, constituindo-se no maior artilheiro do norte e nordeste do país. Sua primeira projeção, porém, aconteceu longe do futebol profissional. Sima só ganhou notoriedade quando, em 1967, defendendo a Seleção de Barras, sagrou-se artilheiro do I Torneio Intermunicipal Piauiense, com 12 gols. Na volta do torneio, assumiu em definitivo a condição de titular no Piauí, conquistando vários títulos ao longo de toda a carreira.

Em 1983, quando atuava no Auto Esporte, foi convocado pelo técnico Aymoré Moreira para compor na Seleção do norte-Nordeste que fez um jogo beneficente em Fortaleza, contra a Seleção Cearense. Num fato inédito no país, Sima é o principal goleador da história de três clubes: River (185 gols), Piauí (156) e Tiradentes (93). Fora do campo, foi distinguido com muitas premiações, dentre as quais destacamos: Troféu Gandula, promovido pelo jornalista Wilson Brasil, do jornal paulista A Gazeta Esportiva (1977), Ordem do Mérito Renascença do Piauí – Grau Cavaleiro (1985), Medalha do Mérito Conselheiro Saraiva (1993), Troféu Nacional Bola de Ouro (1995), Desportista do Século (2000) e Prêmio Belfort Duarte (2000), este último por nunca ter sido expulso de campo em sua carreira, além do Prêmio Disciplinar que leva seu próprio nome, instituído pela FFP em 2011.

Sima em ação com a camisa do River.
Sima é titular da Seleção Piauiense de Todos os Tempos, escolhida no final da década de 1990, com quase 100% de indicações, o que lhe deu a maior votação entre todos os atletas lembrados pelos desportistas.

1° JOGO NUMA EQUIPE PROFISSIONAL

No dia 27 de janeiro de 1966, quando estreou no time principal do Piauí, em jogo amistoso diante do Santa Cruz, de Recife, que terminou com a vitória do tricolor pernambucano, por 2 a 1, no Estádio Lindolfo Monteiro. O 1° gol aconteceu logo depois, no dia 03 de fevereiro do mesmo ano, diante do Auto Esporte, quando o Piauí venceu o quadro esmeraldino por 1 a 0, pela Taça Afrânio Nunes.

CLUBES EM QUE ATUOU

Piauí Esporte Clube (Teresina - PI): 1966 a 1971 – 1984 a 1986.
Sport Club do Recife (Recife - PE): 1969
Moto Clube (São Luis – MA): 1971
Esporte Clube Bahia (Salvador – BA): 1971 e 1972
Sociedade Esportiva Tiradentes (Teresina – PI): 1973 a 1976
Atlético Rio Negro Clube (Manaus – AM): 1976
River Atlético Clube (Teresina – PI): 1977 a 1983 – 1987
Associação Desportiva Leônico (Simões Filho – BA): 1980
Ferroviário Atlético Clube (Fortaleza – CE): 1981
Esporte Clube Flamengo (Teresina – PI): 1982
Club Sportivo Sergipe (Aracajú – SE): 1982
Auto Esporte Clube (Teresina – PI): 1983 a 1984

TÍÍTULOS DE CAMPEÃO

Pelo Piauí - Campeonato Piauiense 1967, 68, 69 e 85; Taça Estado do Piauí 1968; Taça Afrânio Nunes 1969 e Taça Reinaldo Ferreira 1969.
Pelo Tiradentes – Torneio Início 1973; Campeonato Piauiense 1974 e 1975.
Pelo River - Campeonato Piauiense 1977, 78 e 80; Torneio Início 1978; Torneio Piauí-Maranhão 1980.
Pelo Auto Esporte - Campeonato Piauiense 1983.
Pelo Sergipe – Campeão Sergipano 1982.

TÍTULOS DE ARTILHEIRO

 Pela Seleção de Barras – I Torneio Intermunicipal Piauiense 1967 (12 gols).
Pelo Piauí - Campeonato Piauiense 1968 (10 gols), 1969 (12 gols), 1970 (21 gols) e 1971 (16 gols); Torneio Nordestão 1968 (10 gols); Taça Estado do Piauí 1968 (7 gols); Taça Reinaldo Ferreira 1969 (4 gols);
Pelo Tiradentes – Campeonato Piauiense 1974 (15 gols) e 1975 (17 gols).
Pelo River – Campeonato Piauiense 1977 (33 gols), 1978 (24 gols) e 1979 (27 gols); Torneio Piauí-Maranhão 1980 (8 gols).
Pelo Auto Esporte – Campeonato Piauiense 1983 (22 gols).

NÚMEROS NO CAMPEONATO PIAUIENSE

Na história do Campeonato Piauiense da 1ª Divisão de Profissionais, Sima é o atleta que marocu mais gols em todas as competições. Foram 265 gols, sendo o primeiro em 1968, com a camisa do Piauí, e o último em 1987, quando jogou pelo River. Ao deixar os gramados profissionalmente, Sima entrou no ramo de material esportivo. Em sociedade com a esposa Gertrudes, primeiro lançou a chuteira Sima, para depois colocar no mercado a sua loja Sima Sport.

Recentemente, foi novamente homenageado com a criação do Prêmio Disciplinar Simão Teles Bacelar, instituído pela Federação de Futebol do Piauí com o objetivo de premiar, com acesso gratuito aos estádios e gratificação vitalícia de um salário mínimo mensal a todos os atletas que, a exemplo de Sima, atingirem 200 jogos de Campeonato Piauiense sem nenhuma expulsão.
Em 82, Sima fez vários jogos pelo Flamengo.
TERÇA-FEIRA, 17 DE ABRIL DE 2012

Sanatiel: um craque de seleções
 
Sanatiel, nos anos 90, já no ofício de barbeiro, mas com as boas lembranças ao fundo.
O fato de ter atuado por três seleções estaduais (Ceará, Piauí e Maranhão), por si só, nos dá a dimensão do craque que foi Sanatiel Pereira da Silva, piauiense de Amarante, nascido em 22 de julho de 1928. Extremamente habilidoso, notabilizou-se como um dos melhores zagueiros de sua época no futebol do norte-nordeste.

Além dos vários títulos conquistados, andou perto de sagrar-se campeão brasileiro de 1960, quando o Fortaleza ficou com o vice-campeonato da extinta Taça Brasil, ao ser derrotado pelo Palmeiras. Depois de triunfar no futebol maranhense e cearense, retornou para encerrar a carreira em Teresina, onde ainda atuou por Piauí, River e Botafogo.

No final dos anos 60, trabalhou na sede social do Piauí Esporte Clube, mas o seu grande ofício fora do futebol foi a arte de cortar cabelos, desempenhada por muitos anos na zona sul da capital piauiense, onde residiu até sua morte, aos 78 anos, ocorrida em 15 de fevereiro de 2007, em decorrência de um câncer na próstata.

ALGUNS JOGOS MARCANTES

1° jogo oficial pela Seleção Piauiense: 15/01/1950 – Piauí 2x4 Maranhão (Campeonato Brasileiro de Seleções).

Sanatiel campeão: 29/11/1959 - Fortaleza 0x0 Ceará (Jogo do título de campeão cearense de 59).

Decisão de competição nacional: 28/12/1960 - Palmeiras 8x2 Fortaleza (Final da Taça Brasl).

Sanatiel bicampeão - 26/02/1961 - Fortaleza 3x0 Ferroviário (Jogo do título do campeão cearense de 60)

Último jogo oficial: 09/11/1966 – Botafogo 1x3 Auto Esporte (Campeonato Piauiense).

Gera, Sanatiel e Purunga, em pé; Charuto e Moésio, agachados. Craques do Fortaleza nos anos 50.
CLUBES EM QUE ATUOU

Artístico Futebol Clube (Teresina – PI) – 1947
Esporte Clube Flamengo (Teresina – PI) – 1948
River Atlético Clube (Teresina – PI) - 1949 e 1966
Maranhão Atlético Clube (São Luis – MA) - 1950 a 1954 – 1965
Fortaleza Esporte Clube (Fortaleza – CE) - 1955 a 1963
América Futebol Clube (Fortaleza – CE) – 1964
Piauí Esporte Clube (Teresina – PI) – 1964
Botafogo Esporte Clube (Teresina – PI) - 1965 e 1966

PRINCIPAIS TÍTULOS

Campeonato Maranhense de 1951 pelo Maranhão
Campeonarato Cearense de 1959 e 1960 pelo Fortaleza
Torneio Início Piauiense de 1949 pelo River
Torneio Início Maranhense de 1951 pelo Maranhão
Torneio Municipal de São Luis de 1953 pelo Maranhão
Torneio Início Cearense de 1960, 1961 e 1962. pelo Fortaleza

O ex-atleta e a bola. A harmonia entre eles sempre foi muita grande.

QUINTA-FEIRA, 12 DE ABRIL DE 2012

Sargento Moraes: um pioneiro do futebol piauiense

Nos tempos de total amadorismo, ele foi um baluarte
João Martins de Moraes, maranhense de São Francisco, onde nasceu em 20 de novembro de 1895, foi um dos grandes incentivadores do futebol quando o esporte bretão - como era comum dizer-se àquela época - ainda iniciava seus passos em Teresina. Jogou vários campeonatos pelo Militar, equipe que ajudou a fundar em 1918, quando, então, era sargento do Exército.

Um dos organizadores da Liga Sportiva Theresinense, fez parte da primeira seleção piauiense que se tem notícia, convocada para jogar amistosos em 1919. Por várias vezes também atuou como árbitro. Quando o Militar ganhou seu primeiro título estadual, em 1921, sua linha atacante era formada por Moraes, Nonato, Brandão, J. Raimundo e Mello. Nesta ocasião, a atuação do Sargento Moraes se confundia entre a vida de atleta e a de militar.

Em 07 de março de 1937, uma reunião da Liga Piauhyense de Sports Terrestres definiu pela modificação do estatuto da entidade. Recém formado em Direito, foi escolhido para integrar a comissão que efetuou as mudanças necessárias.  Afastou-se do futebol nos anos 40, seguindo a carreira militar e a advocacia, tornando-se, mais tarde, pastor da Primeira Igreja Batista.

Tenente Moraes (como ficou conhecido mais tarde, apesar de ter galgado promoções como militar), faleceu em Fortaleza - CE, aos 92 anos, no dia 05 de maio de 1988, vítima de parada cardíaca. Em síntese, foi um dos mais importantes personagens do futebol de Teresina entre 1918 e 1940.

(a qualquer momento nosso endereço mudará para sitedobuim.com)

SÁBADO, 7 DE ABRIL DE 2012

Rui Lima: em pouco tempo, uma grande história

Rui Lima em sua primeira temporada de Piauí.
Entre 1977 e 1979, quem acompanhou de perto o futebol profissionl piauiense, teve a oportunidade de conhecer um dos mais completos craques que ele produziu em toda a sua história. Nos primeiros jogos, era apenas Rui. Por iniciativa do locutor esportivo Dídimo de Castro, algumas semanas depois o sobrenome Lima foi acrescido ao nome de guerra. E Rui Lima, apesar do pouco tempo por aqui, fez história. A ponto de figurar entre os três mais votados de sua posição na Seleção Piauiense de Todos os Tempos, escolhida em votação aberta publicada no jornal O Dia.

Nascido a 10 de janeiro de 1959, em Teresina (PI), Joaquim Rui Ferreira Lima jogou em várias equipes amadoras antes de ser descoberto para o futebol profissional. O Paraibinha e o Colorado foram as principais. Do Colorado, onde tornou-se um grande destaque, passou para o time principal do Piauí Esporte Clube, fazendo sua estréia no Campeonato Piauiense de 1977. A partir de então, Rui Lima passou a figurar como uma grande atração a cada jogo do time rubroanil.

Uma prova disso é que, já no seu primeiro ano como profissional, foi cedido ao Flamengom, por empréstimo, para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série A. No retorno ao Piauí, ao lado do atacante Cacá, formou uma dupla de área infernal, capaz de demolir qualquer sistema defensivo. Não demorou para ambos serem negociados com a Portuguesa de Desportos. Na Lusa do Canindé, fez grandes atuações, como no clássico contra o Santos, pelo Campeonato Paulista daquele mesmo ano (1979), quando marcou o gol do empate de sua equipe.

Rui Lima com a bola, Cacá se deslocando. É a dupla Tome Bola contra o River.
Mas a dupla piauiense não ficou muito tempo no Canindé. A próxima camisa de Rui Lima e Cacá seria a azul do Marília, equipe pela qual disputaram duas temporadas no futebol paulista. No início de 1982, houve a separação da dupla. Cacá continuou no Marília e Rui foi contratado pelo Juventus. A expectativa era que Rui Lima, de volta à capital paulista, também retornasse rapidamente a um dos grandes clubes do futebol bandeirante. Mas não houve tempo para isso. Rui jogou apenas um amistoso com a camisa do Juventus, quando veio rever parentes por ocasião da Semana Santa.

Depois de passar dois dias em Teresina, ele resolveu viajar para o litoral na quinta-feira, 8 de abril. No meio do caminho, uma parada em Piripiri, mais precisamente no povoado Brasileira (hoje emancipado). De lá, o veículo em que viajava, um chevette, seguiu para Parnaíba. Na Volta da Jurema, próximo a Buriti dos Lopes, já na madrugada do dia 09, aconteceu o acidente, com o carro capotando e deixando Rui bastante ferido. Com ele viajavam um dos irmãos e Jehu Sérvio, um amigo de longas datas. Bastante ferido, Rui foi levado para Parnaíba.

Na Portuguêsa de Desportos, contra o Corinthians, segurando o Dr. Sócrates.
No hospital, foi submetido a cirurgia por volta de 11 horas da manhã do dia 09 de abril de 1982. Como havia perdido muito sangue, familiares recomendaram à equipe médica, chefiada pelo então médico Mão Santa (que mais tarde entrou para a política e governou o Piauí), a reposição de sangue no organismo de Rui, procedimento que não foi adotado. Poucas horas depois, ele estava morto. A causa mortis? Politraumatismo e hemorragia interna. Chegava ao fim a vida de um atleta no sentido mais completo da palavra. Um atleta quase perfeito.

A ponto de conquistar quatro medalhas de ouro em um único dia, por ocasião dos Jogos Escolares, em Teresina, quando aluno da Escola Técnica Federal do Piauí (hoje IFPI). Pela manhã, foi campeão do vôlei e no futebol de salão. À tarde, ganhou o torneio de handebol e a corrida de 800 metros no Complexo Esportivo do Pirajá. Atleta que, mesmo já profissional do futebol, estabeleceu o recorde de gols em uma única partida de handebol nos Jogos Universitários Brasileiros, em Curitiba. Recorde que perdurou por cerca de dez anos. Morria o atleta, ficava o modelo de esportista.

Como atleta do Marília, onde também foi ídolo.
Em sua homenagem, foi batizado de Rui Lima o ginásio poliesportivo inaugurado pela Prefeitura de Teresina, no bairro Bela Vista. Uma rua, no bairro Acarape, também leva o seu nome. E o troféu ao destaque do Campeonato Piauiense, desde 1986, resgata sua passagem pelo futebol piauiense.

ALGUNS JOGOS MARCANTES

1° jogo oficial: 06/03/1977 – Piauí 3x2 River – Campeonato Piauiense.
1° gol em jogos oficiais: no mesmo dia da estréia.
Recorde de gols em um jogo: 4 gols, em 19/04/1978, no jogo Piaui 10x1 Auto Esporte, pelo Torneio Incentivo.
Último jogo no futebol piauiense: 04/07/1979 – Piaui 4x0 Flamengo, pelo Campeonato Piauiense.
Estréia no futebol paulista: 15/08/1979 – Guarani 1x2 Portuguesa de Desportos, pelo Campeonato Paulista.
1° gol no futebol paulista: 26/08/1979 – Portuguesa de Desportos 1x1 Santos, pelo Campeonato Paulista.
Último gol: 16/08/1981 – Marília 1x1 Palmeiras, pelo Campeonato Paulista.
Último jogo oficial: 18/10/1981 – Marília 2x1 Noroeste – Campeonato Paulista.

OS CLUBES EM QUE ATUOU

1977 a 1979 – Piauí Esporte Clube (Teresina – PI).
1977 – Esporte Clube Flamengo (Teresina – PI).
1979 a 1980 – Associação Portuguêsa de Desportos (São Paulo – SP).
1980 a 1982 – Marília Atlético Clube (Marília – SP).
1982 – Clube Atlético Juventus (São Paulo – SP).

ESTATÍSTICA EM JOGOS OFICIAIS

Jogos: 184 (Piauí 68, Flamengo 12, Portuguesa 26 e Marília 78).
Gols: 56 (Piauí 43, Flamengo 1, Portuguêsa 2 e Marília 10).

PRINCIPAIS TÍTULOS
 
1 – Campeão do Torneio da FAGEP, pelo Paraibinha (1974).
2 – Campeão do Torneio Início do Campeonato Suburbano, pelo Colorado (1975).
3 - Campeão do Campeonato Suburbano, pelo Colorado (1975).
4 – Bicampeão do Campeonato Suburbano, pelo Colorado (1976).
5 – Campeão do Torneio Incentivo, pelo Piauí (1978).
6 – Artilheiro do Torneio Incentivo, com 11 gols, pelo Piauí (1978).
7 – Campeão do Torneio Djalma Veloso, pelo Piauí (1979).
8 – Artilheiro do Torneio Início do Campeonato Piauiense, pelo Piauí (1979).

TRAJETÓRIA NO CAMPEONATO PIAUIENSE

1977 – 20 jogos e 17 gols
1978 – 22 jogos e 10 gols
1979 – 17 jogos e 4 gols
TOTAL – 59 jogos e 31 gols

Um comentário:

  1. Bom dia. Gostaria de saber de um goleiro que atuou pelo Piaui esporte club na decada de 1982, Com o apelido de Zé Filho, Registrado na federação com o nome de Abdoral de Sousa Paz Filho. Aguardo informações, só sei que ele deixou o futebol para ser bancario.

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